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Dólar Dispara e Ibovespa Cai com Tensão no Oriente Médio e Alta do Petróleo

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Por volta das 10h10 desta quinta-feira (19), o dólar comercial abriu o pregão em alta, refletindo temores globais com a escalada dos conflitos no Oriente Médio e o avanço dos preços do petróleo, que pressionam os mercados de risco e direcionam a busca por ativos considerados seguros.

O índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, recuou com força, acompanhando o sentimento negativo em outros mercados acionários ao redor do mundo.

Dólar Comercial em Alta no Brasil

O dólar comercial operava em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,28 por volta das 10h10, impulsionado pela aversão ao risco dos investidores e pela forte demanda por moeda americana como reserva de valor.

Na quarta-feira, a moeda americana já havia avançado 0,90%, terminando o dia cotada a R$ 5,2457.

Desempenho do dólar (até o momento):

  • Acumulado na semana: -1,29%
  • Acumulado no mês: +2,18%
  • Acumulado no ano: -4,43%

A alta coincide com o movimento global de busca por dólar em um cenário de incerteza geopolítica e pressões inflacionárias.

Ibovespa Recuando com Avanço do Conflito no Oriente Médio

O Ibovespa começou o dia em queda, refletindo o clima de cautela dos investidores. Por volta das 10h10, o índice caía 1,1%, negociado em 177.664 pontos, frente a preocupações com impactos econômicos globais da crise internacional.

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Desempenho do Ibovespa:

  • Acumulado na semana: +1,12%
  • Acumulado no mês: -4,85%
  • Acumulado no ano: +11,49%

A baixa do índice acompanha perdas generalizadas nas bolsas globais, pressionadas principalmente pelo aumento do risco geopolítico e pela valorização do petróleo.

Alta do Petróleo Pressiona Mercados e Real

Os preços do petróleo continuam firmes, com o barril do tipo Brent acima de US$ 115, diante de ataques a instalações energéticas no Oriente Médio e riscos de interrupção no fornecimento.

O aumento nos preços impacta expectativas de inflação global, influencia decisões de política monetária e fortalece o dólar frente ao real, pressionando investidores brasileiros.

Cenário Internacional e Política Monetária

No exterior, bolsas europeias e índices americanos abriram em queda, refletindo temores sobre a continuidade do conflito e seus efeitos sobre energia e inflação. A elevada volatilidade tem levado investidores a reduzir exposição a ativos de risco e a rever expectativas sobre políticas monetárias mais flexíveis de bancos centrais.

Perspectivas para o Investidor Brasileiro

Analistas destacam que o cenário de conflito prolongado no Oriente Médio, com petróleo elevado e volatilidade global, pode manter o real sob pressão nos próximos dias, reforçando a tendência de busca por moeda forte.

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O Ibovespa deve continuar oscilando de acordo com resultados corporativos, indicadores macroeconômicos e fatores externos de risco, exigindo atenção redobrada dos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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