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Dólar opera em cautela antes das decisões do Copom e do Fed

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O mercado financeiro iniciou a quarta-feira (17) em compasso de espera pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar começou o dia próximo à estabilidade, enquanto o Ibovespa abriu às 10h.

Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,43%, encerrando cotada a R$ 5,2980. Já o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,36%, fechando aos 144.062 pontos.

Superquarta define os rumos do mercado

A atenção dos investidores está voltada para os anúncios do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed).

  • Brasil: expectativa de manutenção da Selic em 15% ao ano.
  • EUA: previsão de corte de 0,25 ponto percentual, levando os juros para a faixa de 4% a 4,25%.

Ambas as reuniões começaram na terça-feira (16) e devem definir os próximos passos da política monetária em um cenário de inflação persistente e desaceleração econômica.

Desempenho recente do mercado financeiro
  • Dólar: queda de 1,04% na semana; -2,29% no mês; -14,27% no ano.
  • Ibovespa: alta de 1,31% na semana; +1,91% no mês; +19,82% no ano.
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Economia dos EUA surpreende em agosto

Novos indicadores divulgados mostram resiliência da economia norte-americana:

  • Vendas no varejo: alta de 0,6% em agosto, superando a expectativa de 0,2%.
  • Produção industrial: avanço de 0,2%, revertendo queda de 0,1% no mês anterior.

Especialistas avaliam que parte do crescimento está ligada ao aumento de preços por tarifas, e não necessariamente a maior demanda.

Pressão política sobre o Fed

A independência do banco central americano segue em debate.

  • O Senado aprovou Stephen Miran, aliado de Donald Trump, para a diretoria do Fed, após processo acelerado de menos de seis semanas.
  • Paralelamente, o Tribunal de Apelações dos EUA rejeitou pedido de Trump para afastar Lisa Cook, também diretora da instituição.

Com isso, ambos participaram da reunião desta semana, que definirá a taxa de juros.

Bolsas globais refletem expectativa
  • EUA: após abrirem em alta, os índices de Wall Street fecharam em leve queda com os dados mais fortes do varejo. Dow Jones (-0,27%), S&P 500 (-0,13%) e Nasdaq (-0,07%).
  • Europa: bolsas recuaram diante da cautela dos investidores. STOXX 600 caiu 1,14%; DAX de Frankfurt recuou 1,77%; CAC 40 de Paris, 1%; e FTSE de Londres, 0,88%.
  • Ásia: mercados oscilaram sem direção única. Xangai (+0,04%), Nikkei de Tóquio (+0,3%) e Kospi de Seul (+1,24%) tiveram ganhos, enquanto Hang Seng de Hong Kong caiu 0,03%.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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