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Dólar recua e Ibovespa sobe com foco na ata do Copom e dados econômicos
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Dólar abre em queda influenciado por dados econômicos e cenário internacional
O dólar comercial iniciou esta terça-feira (3) em leve baixa frente ao real, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana. Por volta das 9h30, a cotação era de R$ 5,23, registrando queda em relação ao fechamento anterior. Durante a manhã, o câmbio oscilou entre R$ 5,2295 e R$ 5,2814, segundo dados do Investing.com.
A desvalorização ocorre em meio à expectativa do mercado pela divulgação de novos indicadores de atividade econômica e da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento pode trazer sinais mais claros sobre os próximos passos da política de juros no Brasil.
A menor aversão ao risco no exterior e o fluxo positivo de capital estrangeiro também ajudam a sustentar o real, mesmo com as incertezas em torno da economia norte-americana.
Ibovespa abre o dia em alta e se aproxima dos 185 mil pontos
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), começou o pregão em ritmo positivo, sendo impulsionado por ações de bancos e empresas ligadas ao consumo interno. Às 10h, o índice avançava em torno de 0,70%, negociado próximo dos 185 mil pontos, de acordo com o InfoMoney.
A expectativa pela ata do Copom anima os investidores, que buscam entender se o Banco Central manterá o ritmo atual de corte na taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Uma sinalização mais firme de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário tende a beneficiar setores sensíveis a juros e estimular o mercado de ações.
Indicadores financeiros: desempenho acumulado do dólar e da bolsa
- Dólar
- Acumulado da semana: leve queda;
- Acumulado do mês: desvalorização frente ao real;
- Acumulado do ano: tendência de baixa moderada.
- Ibovespa
- Acumulado da semana: em alta;
- Acumulado do mês: valorização expressiva;
- Acumulado do ano: desempenho positivo contínuo.
Os números reforçam o bom momento do mercado acionário brasileiro, sustentado pela entrada de investidores estrangeiros e pela expectativa de juros mais baixos nos próximos meses.
Fatores que influenciam o câmbio e a bolsa hoje
Expectativa pela ata do Copom
O mercado acompanha de perto a divulgação da ata do Copom, que pode indicar os próximos passos da política monetária. O documento é visto como determinante para a formação de preços de ativos e decisões de investimento no curto prazo.
Cenário internacional
Movimentos nas principais economias — especialmente nos Estados Unidos — continuam a influenciar a trajetória do dólar. Dados recentes de emprego e inflação americana seguem no radar dos investidores, que analisam possíveis mudanças na política de juros do Federal Reserve (Fed).
Fluxo de investimentos
O aumento do ingresso de capital estrangeiro em ativos brasileiros tem reforçado a valorização do real e impulsionado a B3. O bom desempenho de commodities agrícolas e metálicas também favorece o mercado interno.
Próximos eventos que podem mexer com o mercado
Nos próximos dias, os investidores devem monitorar a divulgação dos índices de inflação, produção industrial e dados de emprego tanto no Brasil quanto no exterior. Esses indicadores podem redefinir as expectativas para o câmbio e o comportamento da bolsa brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações
O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.
Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.
Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor
A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.
Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.
Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.
Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado
Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.
Os preços registrados foram:
- Peito congelado: R$ 8,80/kg;
- Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
- Asa congelada: R$ 11,00/kg.
No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:
- Peito: R$ 9,00/kg;
- Coxa: R$ 7,20/kg;
- Asa: R$ 11,30/kg.
O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.
- No atacado:
- Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
- Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
- Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
- Na distribuição:
- Peito: R$ 9,10/kg;
- Coxa: R$ 7,30/kg;
- Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste
Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.
Os preços registrados foram:
- São Paulo: R$ 5,20/kg;
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
- Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
- Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
- Goiás: R$ 5,40/kg;
- Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,30/kg.
O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.
As principais altas ocorreram em:
- Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
- Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
- Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita
O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.
O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.
Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:
- Crescimento de 35,2% na receita média diária;
- Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
- Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.
O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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