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Dólar Recua Frente ao Real com Olho em Indicadores Globais e Mercado Brasileiro
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O dólar comercial iniciou a sessão desta sexta-feira (20) em queda frente ao real brasileiro, reagindo a dados econômicos internacionais e à expectativa do mercado sobre políticas monetárias nos Estados Unidos. No momento, a moeda americana é negociada próxima de R$ 5,21, registrando leve desvalorização em relação ao fechamento anterior.
Cenário do Mercado Cambial
O movimento de recuo do dólar ocorre em meio à cautela de investidores diante de indicadores econômicos nos EUA, como dados de emprego e decisões de juros do Federal Reserve. No Brasil, o câmbio também é influenciado por decisões do Banco Central e pelo desempenho da economia local.
- Taxa atual do dólar: cerca de R$ 5,21
- Acumulado da semana: leve baixa
- Acumulado do mês: real se fortalece frente ao dólar
- Acumulado no ano: queda do dólar frente ao real
- Ações e Bolsa: Ibovespa Sobe
Enquanto o dólar recua, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, mantém trajetória de valorização, impulsionado por investimentos em ativos domésticos e expectativas positivas para o cenário econômico nacional.
- Acumulado da semana: alta em torno de 1,1%
- Acumulado do mês: valorização aproximada de 4%
- Acumulado no ano: crescimento superior a 17%
O desempenho da bolsa indica maior apetite por investimentos em ações brasileiras, mesmo diante de incertezas no mercado internacional.
Banco Central e Expectativas Locais
O Banco Central do Brasil (BCB) segue atuando para garantir estabilidade financeira e controle da inflação, influenciando o comportamento do câmbio no curto prazo. O mercado acompanha, ainda, os dados mais recentes de emprego no Brasil, que indicam uma taxa de desemprego de cerca de 5,1%, reforçando o cenário de recuperação gradual da economia.
Perspectiva Internacional
O dólar também sofre pressão de fatores globais, especialmente os dados econômicos dos Estados Unidos, que impactam fluxos de capital e a cotação da moeda americana no exterior. A expectativa do mercado em relação à política monetária do Federal Reserve e ao crescimento econômico norte-americano continua sendo determinante para o comportamento do câmbio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país
A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.
Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.
A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.
A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.
O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.
A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.
Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.
No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.
Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.
Fonte: Pensar Agro
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