RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Dólar se mantém estável ante o real com influências do petróleo e projeções do Focus

Publicados

AGRONEGÓCIO

O dólar iniciou a semana próximo da estabilidade frente ao real, em meio a poucos indicadores econômicos domésticos e internacionais, enquanto os investidores acompanham o aumento da produção de petróleo pela Opep+ e as últimas projeções do boletim Focus.

Dólar à vista e futuro apresentam leve recuo

Na manhã desta segunda-feira (8), às 9h37, o dólar à vista registrava queda de 0,05%, cotado a R$ 5,4110 na venda. No mercado futuro, o contrato de primeiro vencimento recuava 0,11%, sendo negociado a R$ 5,4390 na B3.

Na última sexta-feira (5), a moeda norte-americana encerrou o pregão em baixa de 0,61%, aos R$ 5,4139. O Banco Central realizará nesta sessão um leilão de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional, visando rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025.

Acumulados do dólar e do Ibovespa:

  • Dólar: Semana -0,17% | Mês -0,17% | Ano -12,41%
  • Ibovespa: Semana +0,86% | Mês +0,86% | Ano +18,59%
Influência do petróleo no câmbio e na bolsa

O início da semana também reflete a atenção dos investidores para os preços internacionais do petróleo. Nesta segunda-feira, o WTI avançava 1,97%, negociado a US$ 63,09 por barril, enquanto o Brent subia 1,98%, cotado a US$ 66,80.

Leia Também:  Mercado de arroz segue pressionado por excesso de oferta e exportações insuficientes em junho

O aumento na cotação está ligado à decisão da Opep+ de elevar a produção em 137 mil barris por dia a partir de outubro. Embora o volume seja menor que os aumentos recentes, a medida sinaliza uma reversão gradual dos cortes anteriores, priorizando participação no mercado global mesmo diante do risco de preços mais baixos, segundo Jorge Leon, analista da Rystad.

Boletim Focus mantém inflação para 2025 e revisa 2026

O boletim Focus divulgado nesta segunda indicou que a expectativa de inflação oficial do Brasil para 2025 permanece em 4,85%. Para 2026, a previsão recuou ligeiramente, de 4,31% para 4,30%, enquanto a estimativa para 2027 caiu de 3,94% para 3,93%.

Quanto à taxa Selic, a projeção para o fim de 2025 segue em 15% — mantendo-se pela 11ª semana consecutiva. Para o fim de 2026, a expectativa é de 12,50%, e para 2027, de 10,50%, sem alterações em relação às semanas anteriores.

As previsões para o dólar também foram ajustadas: para o final de 2025, a mediana caiu de R$ 5,56 para R$ 5,50; para 2026, de R$ 5,62 para R$ 5,60, repetindo-se a mesma variação para 2027.

Leia Também:  Açúcar recua nas bolsas internacionais em meio à volatilidade do petróleo, enquanto mercado interno segue firme
Bolsas globais acompanham incertezas e ganhos regionais

Na sexta-feira, os índices de Wall Street tiveram desempenho misto após o payroll dos EUA e expectativas de cortes de juros pelo Fed. O Dow Jones recuou 0,48%, o S&P 500 caiu 0,29% e o Nasdaq encerrou praticamente estável (-0,03%).

Na Europa, os mercados operam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pela atenção à situação política na França, incluindo a possível troca de primeiro-ministro. Entre os principais índices:

  • STOXX 600: +0,35%
  • DAX (Alemanha): +0,59%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,15%
  • CAC 40 (França): +0,47%
  • FTSE MIB (Itália): +0,38%

Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente positivos, com destaque para empresas de produtos básicos de consumo, que compensaram perdas em tecnologia:

  • Nikkei (Tóquio): +1,45%
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,85%
  • SSEC (Xangai): +0,38%
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): +0,16%
  • Seul: +0,45%
  • Taiwan: +0,22%
  • Cingapura: +0,05%
  • Sydney (Austrália) registrou queda de 0,24%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Conversão de pulverizadores em distribuidores aumenta produtividade e reduz custos no campo

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Mercado de arroz segue pressionado por excesso de oferta e exportações insuficientes em junho

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA