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Dólar segue pressionado por inflação, juros e tensões no Oriente Médio

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O mercado de câmbio continua atento a uma combinação de fatores que deve influenciar diretamente o comportamento do dólar nos próximos dias. Entre os principais vetores estão os rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, a persistência das pressões inflacionárias e as incertezas envolvendo um possível acordo de paz no Oriente Médio.

De acordo com análises da StoneX, a moeda norte-americana tende a permanecer sensível às mudanças de percepção dos investidores, em um ambiente marcado por elevada volatilidade e constantes ajustes nas expectativas globais.

Oriente Médio mantém mercados em alerta

As oscilações nas notícias relacionadas ao conflito no Oriente Médio seguem impactando os mercados financeiros internacionais. Informações divergentes sobre eventuais negociações de paz alternaram momentos de maior otimismo e períodos de cautela entre os investidores.

Quando aumentam as expectativas de um acordo, o apetite por ativos de risco tende a crescer. Por outro lado, sinais de impasse ou agravamento das tensões fortalecem a busca por proteção, favorecendo moedas consideradas mais seguras, como o dólar.

Esse cenário tem provocado movimentos rápidos no mercado cambial e ampliado a atenção dos agentes econômicos ao noticiário geopolítico.

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Inflação brasileira reforça atenção sobre a Selic

No ambiente doméstico, a inflação voltou ao centro das preocupações dos investidores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses alcançou 4,72%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Além disso, os indicadores de núcleo da inflação apresentaram aceleração, sinalizando que as pressões sobre os preços continuam disseminadas na economia. O resultado reforça as expectativas de manutenção de uma política monetária mais restritiva por um período prolongado.

Para o mercado, a trajetória da inflação será determinante para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), fator que influencia diretamente o fluxo de capital estrangeiro e a cotação do dólar frente ao real.

Dados dos EUA reduzem pressão, mas juros seguem no radar

Nos Estados Unidos, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou avanço de 0,2% em maio, resultado abaixo das projeções do mercado.

O dado trouxe algum alívio em relação às preocupações inflacionárias na maior economia do mundo, reduzindo parcialmente as apostas em uma postura mais agressiva do Federal Reserve (Fed).

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Apesar disso, os investidores continuam monitorando atentamente os próximos indicadores econômicos e as sinalizações da autoridade monetária norte-americana sobre eventuais cortes de juros, uma vez que essas decisões têm impacto direto sobre o fluxo global de capitais e sobre a valorização do dólar.

Perspectiva para o câmbio

Com a inflação brasileira acima da meta, a política monetária dos Estados Unidos ainda cercada de incertezas e o cenário geopolítico permanecendo instável, o mercado de câmbio deve continuar operando com elevada sensibilidade às notícias.

Nesse contexto, a trajetória do dólar seguirá dependente da leitura dos indicadores econômicos, das decisões dos bancos centrais e da evolução das negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio, fatores que continuarão determinando o humor dos investidores e os movimentos da moeda norte-americana no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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