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Embrapa Agropecuária Oeste recebe honraria legislativa municipal

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A Embrapa Agropecuária Oeste recebeu o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados à sociedade. A entrega aconteceu na Sessão Solene Legislativa Municipal, na noite de quinta-feira (2/12), na sede da Câmara Municipal de Dourados e foi aberto ao público.
 
Na ocasião foram entregues 56 honrarias, entre elas títulos de Cidadão Douradense, Diplomas de Jubileu, Títulos de Cidadão Benemérito, Diplomas de Honra ao Mérito e Títulos de Amigo Honorário da Câmara Municipal. O evento teve como objetivo reconhecer ações e personalidades significantes realizadas pelos homenageados em seus respectivos setores à comunidade douradense. 
 
Anualmente, a Câmara seleciona personalidades como uma forma de reconhecer esforços em prol da cidade e da comunidade douradense em várias áreas, além da representatividade dessas pessoas destacando o nome de Dourados no cenário nacional e internacional. A proposição da indicação da Embrapa Agropecuária Oeste para o recebimento do Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados ao município foi de autoria do vereador Maurício Lemes.
 
O vereador destaca que a Embrapa tem uma importância muito grande para toda a região Centro-Oeste e acrescenta que “as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Agropecuária Oeste influenciam na melhoria do agronegócio e na qualidade da produção da agricultura familiar da região. Esse é um justo reconhecimento para essa importante instituição”.  
 
 “Gostaria de agradecer a homenagem e dizer que essa, é um importante reconhecimento aos trabalhos que a Embrapa Agropecuária Oeste tem realizado. Sinto-me lisonjeado por representar, nesse ato, em que recebemos o Diploma, todos os empregados da Unidade que se dedicam a fazer suas entregas com excelência”, disse o chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato Oliveira.
 
Ele também parabeniza as demais instituições, personalidades e empresas que receberam homenagens durante a Sessão Solene. Harley saudou as escolhas dos vereadores, pois acredita que todos os homenageados desenvolvem suas atividades buscando contribuir com o crescimento e desenvolvimento de Dourados.
 
A transmissão de toda a Sessão Solene está no canal ‘Câmara Municipal de Dourados’ no YouTube. Estiveram presentes na Sessão Solene, além do Chefe-geral, o Chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Walder Antonio Gomes de A. Nunes e o Chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Auro Akio Otsubo. Confira a lista completa de homenageados e suas respectivas honrarias:
 
DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO E HONRA A O MÉRITO ESPORTIVO
Antonio Paulo Ribeiro 
Audísio Pastor Lima 
Bruno Grizante Paim legal (Honra ao Mérito Esportivo)
Elisabete Castelon Konkiewitz 
Embrapa Agropecuária Oeste 
Escola Presbiteriana Erasmo Braga 
Jaqueline Foppa 
José Laerte Cecilio Tetila 
Margarida Maria Fontanella Gaigher
Marcos Vinícius Espósito Vieira (Honra ao Mérito Esportivo)
Sindicato Rural de Dourados 
Sociedade São Vicente de Paulo
DIPLOMA DE JUBILEU
AW Tintas (Jubileu de Marfim) 
Defesa Civil Municipal (Jubileu de Ônix)
Dourahidra (Jubileu de Pérola)
Escola Municipal Coronel Vieira de Matos (Jubileu de Aspe)
Gesso e Forma Drywall (Jubileu de Palha)
Grupo Educacional Paraíso (Jubileu de Estanho)
Instituto Municipal de Meio Ambiente – IMAM (Jubileu de Porcelana)
Lions Clube de Dourados (Jubileu de Safira Rubi)
Bernardino Bragagnollo (Jubileu de Carvalho)
 
TÍTULO AMIGO HONORÁRIO DO MUNICÍPIO E AMIGO HONORÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE DOURADOS
Ana Claudia Teixeria 
Aparecido Medeiros da Silva 
Inês Batisti Dantas Vieira 
Manoel Lima Dourado Junior
TÍTULO CIDADÃO BENEMÉRITO
Antônio Barbosa de Oliveira Filho 
Carmelita da Luz Oliveira 
Graciela Chamorro 
João Antônio de Alencar 
José João dos Santos Fonseca 
Luiz Wanderley Schluchting  
 
TÍTULO DE CIDADÃO DOURADENSE
Adilson Akira Torigoe 
Ana Teresa Barbeitas Gusmão de Lucia 
Antonio Leivino Caetano da Silva 
Edison Rech 
Elvys Wanderson de Lima 
Everson Leite Cordeiro 
Flademir Santos Vital 
Gedivaldo Souza Caetano 
Irapuan Gustavo Barbosa de Almeida Pedrosa 
João Alves dos Santos 
João Franciso Silgueiros 
José Carlos Almussa Junior 
José Raul Espinosa Cacho
Luiz Santos Rodrigues Pinheiro 
Luzia Aparecida Ferreira 
Majid Mohamad Ghadie 
Marcos Cavalheiro 
Margarida Maria Fontanella Gaigher 
Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi 
Osni Capistrano Freitas 
Paulo César Branquinho 
Romualdo Diniz Salgado Junior 
Rosalina de Souza Santos 
Takeshi Matsubara 
Valdemir de Souza Messias
Fonte: Embrapa

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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