AGRONEGÓCIO
Encontro de Gestores 2026 destaca liderança, tecnologia e estratégia na pecuária brasileira
AGRONEGÓCIO
Um dos principais eventos voltados à gestão da pecuária no Brasil será realizado nos dias 14 e 15 de abril, em Campo Grande (MS). O Encontro de Gestores, promovido pela Terra Desenvolvimento, deve reunir cerca de 1.500 participantes para discutir temas estratégicos ligados à liderança, tecnologia e resultados no setor pecuário.
Realizado desde 2010 e com periodicidade bianual, o encontro consolidou-se como um espaço relevante para debates sobre tendências, troca de experiências práticas e construção de estratégias para a gestão das propriedades rurais.
Segundo Rodrigo Patussi, diretor da Terra Desenvolvimento, o evento tem como objetivo ampliar a visão de negócio dos produtores e gestores. “O Encontro de Gestores é um espaço para a construção de visão do negócio. A pecuária está cada vez mais exigente em um cenário incerto, o que exige planejamento refinado para a tomada de decisões, com uso de tecnologia, gestão de equipes e investimentos”, afirma.
Desafios da mão de obra e mudanças geracionais no campo
Um dos temas centrais do evento será a gestão de pessoas nas propriedades rurais, especialmente diante do chamado “apagão de mão de obra” no campo. A transformação no perfil das novas gerações e seus impactos na gestão das fazendas será abordada por Dado Schneider, especialista em comportamento geracional.
A discussão também contará com a participação da pecuarista Carmen Perez, reconhecida por seu trabalho em bem-estar animal aplicado à pecuária. A produtora compartilhará sua experiência na melhoria de resultados por meio do ajuste de manejo e treinamento de equipes, estratégia que permitiu reduzir perdas que chegavam a meio milhão por ano em mortalidade de bezerros.
Para Patussi, o desenvolvimento humano é essencial para o sucesso das empresas rurais. “Tecnologia e estratégia só geram resultado quando há equipes capacitadas, engajadas e alinhadas aos processos”, destaca.
Parcerias e verticalização ganham espaço na pecuária
Outra tendência que será discutida durante o evento é a busca por parcerias e processos de verticalização da produção. Como alternativa à dependência do mercado de commodities, diversos projetos ligados à produção e comercialização de carne vêm surgindo no país.
Para abordar o tema, o encontro contará com a experiência de Clovis Junior, gerente administrativo da Fazenda Indaiá, e Eduardo Fornari, CEO da Vermelho Grill. Eles apresentarão o caso da fazenda que expandiu sua atuação até o segmento gastronômico, compartilhando aspectos produtivos e de gestão de um projeto que já dura mais de uma década.
Especialistas debatem mercado, gestão e tecnologia no agro
A programação do Encontro de Gestores também inclui palestras com especialistas que analisam tendências do agronegócio, gestão empresarial e tecnologia aplicada ao campo.
Entre os convidados confirmados estão Thiago Carvalho, Gustavo Rezende, Daniel Girello, Clóvis de Barros Filho e Antonio Chaker. De acordo com a organização, a proposta é promover debates dinâmicos entre especialistas e consultores que atuam diretamente com a gestão de fazendas.
Workshops práticos abordam gestão, produção e mercado
Além das palestras principais, o evento contará com workshops simultâneos voltados ao aprofundamento técnico em temas relevantes para a pecuária e para empresas agropecuárias.
Entre os temas confirmados estão:
- Estratégias comerciais no agro moderno, com Tadeu Castro
- Pastagem, suplementação e confinamento para aumento de produtividade, com Gustavo Rezende
- Gestão estratégica para empresas agropecuárias, com Bruno Longo
- Agricultura lucrativa e sustentável, com Daniel Girello
- Governança no agro e estruturas de alta performance, com Pedro Paulo Moreira Rodrigues
Os clientes da Terra Desenvolvimento também terão acesso a um espaço VIP exclusivo, destinado a conversas estratégicas e troca direta de experiências com os palestrantes e consultores da empresa.
Evento deve reunir 1.500 participantes em Campo Grande
O Encontro de Gestores será realizado no Bosque dos Ipês, em Campo Grande (MS), e deve reunir aproximadamente 1.500 participantes, além de contar com o apoio de mais de 40 empresas parceiras.
Durante os dois dias de programação, produtores, gestores e profissionais do setor terão a oportunidade de ampliar o networking e discutir desafios e oportunidades da pecuária brasileira, em um ambiente voltado à troca de conhecimento e à construção de soluções práticas para as fazendas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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