RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Enraizamento precoce é estratégia essencial para lavouras mais resilientes

Publicados

AGRONEGÓCIO

O desenvolvimento do sistema radicular é um dos principais fatores que influenciam a produtividade agrícola. Plantas com raízes superficiais têm menor capacidade de absorver água e nutrientes, tornando-se mais vulneráveis a estresses bióticos e abióticos, como pragas, doenças e condições climáticas adversas.

Segundo estudo da Embrapa Agrossilvipastoril (2021), cultivos com raízes profundas e ramificadas podem aumentar em até 30% a eficiência no uso da água, um diferencial crucial em períodos de déficit hídrico.

Estratégias para estimular enraizamento desde o início

Práticas que promovem germinação uniforme, bom estande de plantas e desenvolvimento radicular desde a fase inicial são cada vez mais recomendadas para tornar os cultivos mais resistentes às variações climáticas e ao ataque de pragas.

Para apoiar esse processo, a Allterra, empresa do portfólio do fundo gerido pelo Patria, lançou o Bioativador Blade. O produto atua no estabelecimento inicial das plantas — desde a germinação até a formação de plântulas —, promovendo raízes fortes e profundas, capazes de melhorar a adaptabilidade a intempéries de origem biótica e abiótica.

O Bioativador Blade pode ser aplicado via sulco de plantio ou linha de semeadura, na fase de implantação dos cultivos, contribuindo para o equilíbrio biológico do solo e a disponibilidade de nutrientes.

Leia Também:  Safra de arroz no RS avança mais rápido que em 2024 e reforça destaque do estado na produção nacional
Raízes fortes: “seguro climático” para a lavoura

“Raízes mais vigorosas exploram um maior volume de solo, garantindo acesso ampliado a água e nutrientes e aumentando a estabilidade da planta em situações de estresse. Esse é um passo essencial para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis”, afirma Walmor Roim, gerente de marketing da Allterra.

Em um contexto de instabilidade climática, com chuvas irregulares e secas prolongadas, o desenvolvimento radicular deixa de ser apenas um diferencial agronômico e se torna uma necessidade estratégica. Raízes bem estruturadas funcionam como um verdadeiro seguro climático, mantendo a atividade da planta mesmo em períodos de estiagem e preservando o potencial produtivo da lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Publicados

em

Por

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Justiça Federal concede 10 anos para produtor pagar dívidas com a Caixa

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Vendas do varejo recuam 0,3% em setembro e ficam abaixo da previsão do mercado

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA