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Entrada de salários deve impulsionar consumo de carne suína, aponta análise

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O mercado de carne suína iniciou a semana com queda nos preços tanto no atacado quanto no animal vivo. Apesar do cenário de recuo nas cotações, a entrada dos salários na economia pode trazer fôlego à demanda ao longo da quinzena, segundo avaliação do analista Allan Maia, da consultoria Safras & Mercado.

Oferta elevada e calor reduzem ritmo de vendas

De acordo com Maia, o setor ainda enfrenta oferta confortável e dificuldades de escoamento dos cortes suínos no varejo, especialmente devido aos altos preços ao consumidor. Esses fatores limitam o avanço das vendas no curto prazo.

Outro ponto que influencia o consumo é a competição com a carne de frango, que também enfrenta pressão de preços, tornando a disputa por espaço no mercado ainda mais acirrada.

“As altas temperaturas no Centro-Sul do país também impactam a dinâmica do consumo”, destacou o analista.

Maia lembra ainda que as exportações de carne suína desaceleraram em janeiro em relação a dezembro, o que também reduz o ritmo de absorção da produção interna.

“Em relação ao custo, o milho segue com tendência de baixa em alguns estados, acompanhando o avanço da colheita da safra de verão”, complementou.

Queda generalizada nas cotações do suíno vivo

O levantamento de Safras & Mercado mostra que a média nacional do quilo do suíno vivo recuou de R$ 7,06 para R$ 6,73 na semana. Já os cortes de pernil no atacado registraram média de R$ 11,96, enquanto a carcaça suína foi negociada a R$ 10,33.

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Entre os principais estados produtores, os preços seguiram em queda:

  • São Paulo: arroba suína caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo passou de R$ 6,70 para R$ 6,55 na integração e de R$ 7,83 para R$ 7,05 no interior;
  • Santa Catarina: preço na integração recuou de R$ 6,60 para R$ 6,55, e no interior de R$ 7,60 para R$ 6,95;
  • Paraná: o quilo vivo caiu de R$ 7,54 para R$ 7,00 no mercado livre, permanecendo em R$ 6,60 na integração;
  • Mato Grosso do Sul: cotação em Campo Grande caiu de R$ 7,00 para R$ 6,60, enquanto a integração seguiu em R$ 6,30;
  • Goiás: preços recuaram de R$ 7,40 para R$ 6,70;
  • Minas Gerais: o preço caiu de R$ 7,00 para R$ 6,60, mantendo R$ 6,80 no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade, com R$ 6,65 em Rondonópolis e R$ 6,20 na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento anual

Mesmo com desaceleração frente a dezembro, o desempenho exportador de janeiro segue positivo na comparação anual. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 100,4 mil toneladas de carne suína in natura em janeiro, gerando receita de US$ 252,6 milhões.

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A média diária ficou em US$ 12,0 milhões, com 4,78 mil toneladas embarcadas por dia e preço médio de US$ 2.515,80 por tonelada.

Na comparação com janeiro de 2025, houve alta de 17,2% na receita média diária, crescimento de 14,2% na quantidade exportada e aumento de 2,6% no preço médio.

Perspectivas: consumo interno deve reagir com o pagamento de salários

Com a entrada dos salários na economia e a proximidade de períodos de maior consumo, a expectativa é de melhora gradual da demanda interna ao longo de fevereiro. O analista da Safras & Mercado ressalta, contudo, que a recuperação dependerá da capacidade de ajuste entre oferta e consumo, além da evolução dos preços de insumos como o milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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