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AGRONEGÓCIO

Entregas de fertilizantes crescem 5,3% no Brasil e reforçam demanda do agronegócio

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AGRONEGÓCIO

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro iniciaram 2026 em alta, refletindo a demanda aquecida do agronegócio. Em janeiro, o volume total comercializado chegou a 3,87 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 3,67 milhões de toneladas.

Os dados são da Associação Nacional para a Difusão de Adubos, que acompanha o desempenho do setor no país.

Mato Grosso lidera consumo de fertilizantes no Brasil

O Mato Grosso segue como o principal destino dos fertilizantes no país, concentrando 29,7% das entregas nacionais. O estado recebeu 1,14 milhão de toneladas no período.

Na sequência do ranking aparecem:

  • Goiás: 468 mil toneladas
  • Paraná: 400 mil toneladas
  • São Paulo: 357 mil toneladas
  • Minas Gerais: 320 mil toneladas

A distribuição reflete a força das principais regiões produtoras de grãos e culturas intensivas em nutrientes.

Produção nacional recua no início do ano

Apesar do avanço nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou queda significativa. Em janeiro de 2026, foram produzidas 497 mil toneladas, retração de 23% frente às 647 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

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O recuo indica maior dependência do mercado externo para suprir a demanda interna.

Importações de fertilizantes avançam em janeiro

As importações totalizaram 3,16 milhões de toneladas no primeiro mês de 2026, alta de 5,4% em comparação com janeiro do ano anterior, quando o volume foi de 3 milhões de toneladas.

O crescimento acompanha a necessidade de abastecimento do mercado brasileiro, diante da menor produção interna.

Porto de Paranaguá concentra entrada de fertilizantes

O Porto de Paranaguá segue como o principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil. Em janeiro, o terminal recebeu 786 mil toneladas, aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 718 mil toneladas.

O porto respondeu por 24,8% do total movimentado em todos os terminais do país, conforme dados do sistema Siacesp, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Demanda aquecida mantém ritmo do setor

O avanço nas entregas e nas importações reforça o cenário de demanda consistente por fertilizantes no Brasil, impulsionado pelo calendário agrícola e pela intensificação das lavouras.

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A tendência é de continuidade desse movimento ao longo do ano, com o setor atento às condições de oferta global, custos logísticos e variações cambiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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