RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Erva-mate do Paraná impulsiona economia, tradição e inovação no setor agrícola

Publicados

AGRONEGÓCIO

Paraná mantém liderança nacional na produção de erva-mate

O Paraná segue como maior produtor de erva-mate do Brasil, com 897,4 mil toneladas em 2024, representando quase 90% da produção nacional, segundo dados do Sistema FAEP, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o SENAR-PR e sindicatos rurais.

O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor atingiu R$ 1,15 bilhão, consolidando a importância econômica da cultura para o estado. Os municípios de Cruz Machado, São Mateus do Sul e Bituruna concentram os maiores volumes de produção, combinando tradição e excelência agrícola.

Erva-mate como patrimônio cultural e identidade regional

A cultura da erva-mate foi destaque na edição de fevereiro do Projeto Orgulho Paraná, iniciativa do Sistema FAEP que valoriza produtos agropecuários e aproxima o consumidor da origem dos alimentos.

“A erva-mate faz parte da identidade do Paraná. Valorizar essa produção é reconhecer o trabalho de milhares de agricultores, que mantêm viva uma tradição centenária, ao mesmo tempo em que inovam e agregam valor”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

O município de São Mateus do Sul abriga a primeira Indicação Geográfica (IG) de erva-mate do Brasil, um selo que distingue o produto no mercado nacional e internacional, destacando sua qualidade, origem e tradição.

“A IG reconhece a qualidade diferenciada do produto, resultado do solo, do clima e do saber dos produtores locais. Ela valoriza o trabalho do agricultor, fortalece a identidade regional e abre novas oportunidades de mercado”, explica Alini Oliveira, da Erva Mate Turvo.

Diversificação de produtos e expansão de mercado

A cadeia produtiva da erva-mate está presente em 136 municípios do Paraná, incluindo Laranjeiras do Sul, e tem ampliado sua atuação para além do chimarrão, com aplicações em chás, cosméticos, produtos de higiene e limpeza.

Leia Também:  Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril

Essa diversificação contribui para agregar valor à matéria-prima, ampliar mercados e fortalecer o papel da cultura na economia local.

Capacitação e formação para produtores rurais

O Sistema FAEP mantém cursos gratuitos voltados para o cultivo e a cadeia produtiva da erva-mate, com certificação para participantes. As inscrições podem ser realizadas por meio dos sindicatos rurais ou diretamente nos canais da instituição.

A iniciativa busca qualificar trabalhadores e produtores, promovendo inovação, sustentabilidade e fortalecimento do setor em todo o estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Publicados

em

Por

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  FPA defende aumento da mistura de biodiesel no diesel para reduzir dependência de importações

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA