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Estoques de café na Europa caem ao menor nível desde 2024, aponta Hedgepoint

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Os estoques de café na Europa registraram queda nos primeiros meses de 2026 e atingiram o menor nível desde março de 2024, conforme análise da Federação Europeia de Café. O cenário reflete a combinação de importações mais fracas, restrições na oferta global e sinais de enfraquecimento da demanda no bloco europeu.

Segundo relatório da Hedgepoint Global Markets, o ambiente segue desafiador para o setor, com custos elevados e incertezas que impactam toda a cadeia.

Queda nos estoques é puxada por importações líquidas menores

A redução dos estoques está diretamente ligada à queda das importações líquidas de café. Em 2026, houve desaceleração nas compras externas, enquanto as reexportações cresceram ao longo de 2025.

Esse movimento resultou em menor disponibilidade interna no bloco europeu, afetando todas as variedades de café, com destaque para o robusta, que apresentou retração mais significativa.

Custos elevados e retenção de produto limitam oferta

Entre os fatores estruturais que restringem a oferta estão os custos financeiros ainda elevados. O mercado futuro invertido — quando contratos de curto prazo são mais caros que os de longo prazo — somado às taxas de juros mais altas, tem desestimulado a formação de estoques nos países consumidores.

Ao mesmo tempo, produtores vêm adotando uma postura mais cautelosa na comercialização. No Brasil, maior produtor mundial, cafeicultores mais capitalizados têm retido parte da safra 2025/26, reduzindo o ritmo das exportações e a participação do país no abastecimento europeu.

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Entressafra e tensões geopolíticas impactam logística

O cenário global também contribui para a restrição das importações. A maioria dos países produtores está em período de entressafra, enquanto questões logísticas seguem pressionadas por tensões internacionais, como o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

De acordo com a analista Laleska Moda, da Hedgepoint, as importações da União Europeia podem permanecer limitadas até a entrada da nova safra brasileira 2026/27 no mercado.

Mudança na origem das importações ganha destaque

A redução da participação brasileira nas exportações para a Europa abriu espaço para outros fornecedores. Países como Vietnã e Indonésia ampliaram sua presença, com volumes mais próximos das médias históricas.

Essa mudança reflete a reorganização do fluxo global de café diante das restrições de oferta.

Consumo de café na Europa mostra sinais de enfraquecimento

Pelo lado da demanda, os dados indicam perda de fôlego no consumo europeu. O consumo aparente entre outubro e fevereiro da safra 2025/26 somou 17,1 milhões de sacas, abaixo das 17,4 milhões do mesmo período anterior e distante da média de dez anos, de 18,6 milhões de sacas.

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O recuo está relacionado à maior sensibilidade dos consumidores aos preços elevados do café, que vêm impactando o consumo no continente desde 2024.

Vendas enfrentam dificuldades mesmo com alta de receita

Apesar de algumas empresas registrarem aumento de receita nominal, os volumes comercializados diminuíram. O setor enfrenta negociações mais difíceis com o varejo e menor demanda final, refletindo o cenário de preços altos e consumo retraído.

Perspectivas para 2026 seguem desafiadoras

As projeções para o restante de 2026 indicam continuidade das dificuldades. Tensões geopolíticas e preços elevados de energia aumentam os riscos inflacionários e afetam a confiança do consumidor europeu, o que pode limitar a recuperação da demanda no curto prazo.

Safra brasileira pode aliviar o mercado no fim do ano

Por outro lado, há expectativa de melhora no cenário global com a possível entrada de uma safra recorde no Brasil em 2026/27. Esse fator pode contribuir para a redução dos preços internacionais e estimular o consumo na Europa.

Ainda assim, o impacto dependerá do ritmo de comercialização por parte dos produtores e da velocidade de chegada da nova oferta ao mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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