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Etanol registra alta em janeiro mesmo com queda da gasolina, aponta Itaú BBA

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Etanol inicia 2026 em alta impulsionado por fatores sazonais e tributários

O mercado de etanol começou 2026 com valorização, mesmo diante da redução nos preços da gasolina. De acordo com o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a alta foi sustentada principalmente pela entressafra da cana-de-açúcar e pelo reajuste do ICMS sobre a gasolina, que encareceu o combustível fóssil no início do ano.

Em Paulínia (SP), principal polo de distribuição do país, o etanol encerrou janeiro cotado a R$ 3,156 por litro (sem impostos), representando uma alta de 3,8% no mês. O movimento reflete tanto a redução da oferta no período de entressafra quanto ajustes nas políticas de preços dos combustíveis no mercado doméstico.

Reajuste do ICMS sobre a gasolina influencia mercado

O mês de janeiro foi marcado por uma mudança importante na formação de preços da gasolina no Brasil. Em 1º de janeiro, entrou em vigor o aumento de R$ 0,10 por litro no ICMS da gasolina C, elevando o custo ao consumidor final.

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Esse reajuste acabou impactando indiretamente a competitividade do etanol, tornando-o mais atrativo nas bombas em alguns estados. Contudo, o cenário sofreu uma reviravolta no fim do mês, quando a Petrobras anunciou uma redução de 5,2% nos preços da gasolina nas refinarias, em 27 de janeiro.

Corte da Petrobras limita espaço para novas altas

A decisão da Petrobras resultou em uma queda estimada de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina A (sem mistura de etanol anidro), o que se traduziu em uma redução de menos de R$ 0,10 por litro no preço final ao consumidor.

Ainda assim, o impacto da medida foi menor do que o previsto inicialmente, mantendo os preços domésticos em linha com o cenário internacional. No dia 30 de janeiro, o primeiro contrato futuro de gasolina nos Estados Unidos (CME Group – RBOB Gasoline) era negociado a R$ 2,67/L, enquanto o preço médio da Petrobras em Paulínia estava em R$ 2,57/L.

Perspectivas indicam estabilidade nos preços

Com a recente alta do petróleo no fim de janeiro e o recuo das cotações internacionais de energia no início de fevereiro, o relatório aponta que a Petrobras deve adotar uma postura de maior estabilidade nos preços domésticos nos próximos meses.

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Segundo o Itaú BBA, esse comportamento tende a limitar novas altas no preço do etanol, que seguirá influenciado por fatores sazonais até o início da próxima safra de cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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