AGRONEGÓCIO
EuroChem aumenta produtividade de milho e soja com fertilizantes premium
AGRONEGÓCIO
A EuroChem, uma das principais fabricantes globais de fertilizantes, oferece aos agricultores brasileiros produtos de alta performance que podem aumentar significativamente a produtividade de soja e milho, contribuindo para colheitas recordes em 2025/26.
Croplex: incremento significativo por hectare
Entre as soluções destacadas pela empresa está o Croplex, fertilizante que combina nitrogênio, fósforo e enxofre, oferecendo ganhos de eficiência comprovados em estudos de campo.
- Milho: incremento médio de 6 sacas por hectare
- Soja: incremento médio de 3 sacas por hectare
Considerando a área plantada estimada em 2025 – 48 milhões de hectares de soja e 22,2 milhões de hectares de milho – a aplicação generalizada do Croplex poderia gerar um potencial adicional de 277 milhões de sacas, sem a necessidade de ampliar áreas de cultivo. Isso reforça a possibilidade de aumentar a produção de forma sustentável, somando aproximadamente 144 milhões de sacas de soja (8,64 milhões de toneladas) e 133 milhões de sacas de milho (7,9 milhões de toneladas).
Para efeito de comparação, a Conab projeta colheitas de 178 milhões de toneladas de soja e 138 milhões de toneladas de milho para a safra 2025/26.
Outras soluções premium: SuNKiss e Avigo
Além do Croplex, a EuroChem oferece produtos complementares que contribuem para ganhos consistentes de produtividade:
- SuNKiss (milho): incremento médio de 6 sacas por hectare
- Avigo (soja): até 2,9 sacas adicionais por hectare
A combinação dessas tecnologias premium reforça o potencial de safras recordes, garantindo maior eficiência nutricional e retorno econômico para os produtores.
Complexo Mineroindustrial em Minas Gerais garante logística eficiente
O Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, inaugurado em 2024 em Minas Gerais, desempenha papel estratégico na produção e distribuição de fertilizantes nacionais, como Croplex e Fertiva. A localização permite integração com diversas rotas logísticas, facilitando o abastecimento das principais regiões produtoras, especialmente Centro-Oeste e Sudeste.
Planejamento agrícola é essencial
Com o calendário agrícola em andamento, os produtores recebem atualmente os insumos para a soja, que está em fase de plantio entre outubro e novembro, enquanto o milho será plantado entre janeiro e março de 2026 no cerrado. A programação antecipada é fundamental para maximizar os benefícios das tecnologias de nutrição de plantas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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