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Expectativa de Oferta Maior Puxa Preços do Açúcar para Baixo no Mercado Internacional

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Os contratos futuros de açúcar registraram queda nas bolsas internacionais nesta terça-feira (5), pressionados pela expectativa de maior oferta global. Dados do Departamento Meteorológico da Índia indicam que as chuvas de monções até 4 de agosto ficaram 4% acima da média, favorecendo a produção de cana-de-açúcar no país. Além disso, a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia planeja solicitar autorização ao governo para exportar até 2 milhões de toneladas na safra 2025/26.

No Brasil, o clima seco acelerou a moagem no Centro-Sul, segundo a DATAGRO. As usinas brasileiras continuam priorizando a produção de açúcar, atualmente mais rentável que a de etanol.

Desempenho nas principais bolsas internacionais

Na Bolsa ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto teve desempenho misto na terça-feira. O contrato para outubro de 2025 recuou 16 pontos, sendo cotado a 16,09 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato para maio de 2027 subiu 4 pontos, chegando a 16,89 centavos.

Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também teve resultados variados: o contrato de outubro de 2025 caiu US$ 5,20, encerrando a US$ 463,60 por tonelada, e o de dezembro de 2025 recuou US$ 3,90, a US$ 458,10 por tonelada.

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Mercado doméstico: açúcar cristal e etanol hidratado

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou alta de 1,09%, conforme o Indicador Cepea/Esalq (USP), com a saca de 50 quilos cotada a R$ 120,54.

Por outro lado, o etanol hidratado recuou 1,21%, de acordo com o Indicador Diário Paulínia, sendo negociado a R$ 2.726,00 o metro cúbico nas usinas.

Continuação da tendência de baixa nesta quarta-feira (6)

Nesta quarta-feira (6), o mercado do açúcar manteve a trajetória de queda. Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato para outubro de 2025 registrou baixa de 0,50%, cotado a 16,01 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato para março de 2026 recuou 0,54%, a 16,66 centavos.

Segundo análise da Barchart, os contratos futuros globais de açúcar acumularam perdas relevantes, com queda de 17,92% no segundo trimestre de 2025 e de 19,73% no primeiro semestre do ano. Esse movimento acompanha o desempenho do algodão, que também apresenta topos e fundos descendentes nos gráficos.

Análise do mercado e perspectivas

Apesar da pressão, analistas destacam que os preços futuros de açúcar e algodão ainda oferecem mais valor em relação a outras commodities agrícolas, permanecendo bem abaixo das máximas históricas.

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O setor agrícola, que liderou os ganhos em 2023 e 2024, apresenta desempenho inferior no segundo semestre de 2025, refletindo a natureza cíclica do mercado. Espera-se que os preços baixos possam reduzir a produção e os estoques, estimulando o consumo e potencialmente gerando uma recuperação dos preços no médio prazo.

Para analistas técnicos, a tendência de baixa permanece no início de agosto, mas uma superação dos níveis de resistência entre 17 e 18,50 centavos por libra-peso pode indicar o início de uma recuperação mais firme para a commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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