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Etanol de milho cresce no Brasil, ganha espaço no mercado de biocombustíveis e fortalece protagonismo do agronegócio

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O avanço do etanol de milho vem transformando o mercado brasileiro de biocombustíveis e consolidando uma nova dinâmica para o agronegócio nacional. Celebrado em 24 de maio, o Dia do Milho reforça a relevância de uma das principais commodities agrícolas do Brasil, que agora amplia sua participação não apenas na alimentação humana e animal, mas também na geração de energia renovável.

Nos últimos anos, o crescimento acelerado das usinas de etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste, elevou a competitividade do setor e ampliou a presença do biocombustível na matriz energética brasileira. Atualmente, o etanol produzido a partir do cereal já representa cerca de 30% de toda a produção nacional do combustível.

Segundo o CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, o setor vive um dos momentos mais importantes de sua história recente, impulsionado por vantagens econômicas, logísticas e estruturais.

“O custo de produção do etanol de milho é entre 20% e 30% menor que o do etanol de cana, fator que estimulou a instalação de novas usinas no Centro-Oeste”, destaca o executivo.

Centro-Oeste lidera expansão do etanol de milho

A forte disponibilidade de milho na região central do país foi decisiva para o crescimento do segmento. Além disso, o mercado consolidado de DDG (Grãos Secos de Destilaria), utilizado na alimentação animal, aumentou a rentabilidade das plantas industriais.

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Outro fator importante foi o acesso a biomassa de baixo custo e os incentivos fiscais concedidos por estados interessados em atrair investimentos para o setor de bioenergia.

O modelo de produção do etanol de milho também trouxe ganhos relevantes para o abastecimento nacional. Diferentemente das usinas sucroenergéticas tradicionais, que operam de forma mais concentrada durante a safra da cana-de-açúcar, as plantas de milho funcionam ao longo dos 12 meses do ano.

Essa característica reduz a sazonalidade da oferta de combustível e ajuda a equilibrar os preços no mercado interno.

Competição entre etanol de milho e etanol de cana aumenta em 2026

O avanço do etanol de milho ganhou ainda mais força nos últimos anos devido à estratégia adotada por parte das usinas sucroenergéticas, que priorizaram a fabricação de açúcar diante dos preços internacionais mais atrativos da commodity.

Esse movimento abriu espaço para o crescimento do biocombustível produzido a partir do milho, especialmente em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Agora, o setor projeta um ambiente de maior concorrência entre os produtores de etanol de cana e milho, em um cenário marcado pela busca por eficiência produtiva e competitividade no mercado doméstico.

Brasil amplia protagonismo global em biocombustíveis

O crescimento do etanol de milho também fortalece a posição do Brasil no mercado internacional de energia renovável. O país já é reconhecido globalmente pela liderança na produção de biocombustíveis e amplia sua reputação como potência em combustíveis de baixa emissão de carbono.

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De acordo com o setor, o etanol de milho brasileiro vem sendo bem aceito internacionalmente devido à sua sustentabilidade e menor pegada de carbono, especialmente quando comparado a combustíveis fósseis.

Além da produção de energia limpa, o modelo industrial ainda gera coprodutos estratégicos para o agronegócio, como DDG para nutrição animal e óleo de milho.

Setor ainda enfrenta desafios logísticos e comerciais

Apesar do crescimento acelerado, especialistas apontam desafios importantes para a consolidação do setor nos próximos anos. Entre eles está a necessidade de ampliar o consumo de etanol hidratado em regiões onde o combustível ainda possui baixa participação, como Norte, Nordeste e Sul do Brasil.

O segmento também busca expandir o mercado externo para DDG e aumentar os investimentos em biomassa energética, especialmente por meio de plantações de eucalipto destinadas ao abastecimento industrial.

Com demanda crescente por energia limpa e maior integração entre agricultura e bioenergia, o etanol de milho segue ampliando sua relevância estratégica para o agronegócio brasileiro e para a transição energética global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

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Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

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O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

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Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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