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Expedição Araguaia – Xingu encerra mais uma edição em parceria com o Senar-MT

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Encerra nesta sexta-feira (03.12) a edição 2021 da Expedição Araguaia-Xingu. A ação social é organizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e parceiros. Neste ano, foram ofertados mais de 50 serviços diretos e indiretos, dentre eles o atendimento médico e odontológico possibilitado pela estrutura da Unidade Móvel de Saúde disponibilizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

As ações sociais passaram por seis municípios mato-grossenses, entre 16 de novembro e 03 de dezembro. Durante as atividades em São Félix do Araguaia, o Superintendente do Senar-MT Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, compareceu ao evento e conheceu de perto os serviços ofertados, a convite da presidente do Sindicato Rural local, Daniela Caetano de Brito.

“ É uma satisfação ao Senar-MT participar de um evento como esse. Não é o primeiro ano que estamos juntos e certamente estaremos nas próximas edições novamente”, afirmou Chico da Pauliceia. Para a presidente do Sindicato Rural, essa é uma importante contribuição à comunidade local. “Aceitar o convite do TJ/MT é contribuir para a felicidade dos nossos munícipes”, destacou Daniela.

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Além de São Félix, Santa Terezinha, Luciara, Cocalinho, Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu foram beneficiadas com a ação que oferta serviços gratuitamente à população local. Dentre eles está a emissão de documentos, doação de roupas e medicamentos, troca de lâmpadas, doação de mudas dentre outros.

O juiz coordenador estadual do Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, o Dr Tony, reforçou que a Expedição só ocorre graças às parcerias fechadas com o Poder Judiciário. Nesta edição mais de 100 profissionais das entidades e voluntários estão envolvidos. “O mérito desse evento é partilhado com todos. Deixamos cada cidade com o sentimento de dever cumprido”.

Mutirão Rural – Além da Expedição Araguaia-Xingu, em que o Senar-MT participa como parceiro, a instituição organizou em 2021, três etapas do Mutirão Rural. O Mutirão ofertou serviços de cidadanis gratuitamente a comunidades da região oeste, norte e noroeste de Mato Grosso, entre os meses de outubro e novembro.

Fonte: CNA Brasil

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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