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Expocitros 2026 destaca inovação no manejo citrícola e soluções contra o greening na maior feira da citricultura da América Latina

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A Expocitros 2026, considerada o maior evento da citricultura da América Latina, será realizada entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (SP), em conjunto com a 47ª Semana da Citricultura. Nesta edição, o encontro traz como tema central “360º de Inovação”, reforçando o papel da tecnologia e da pesquisa científica no enfrentamento dos desafios da produção de citros, especialmente o greening.

Durante o evento, a Sipcam Nichino apresenta o conceito “Manejo Citrus 360º”, uma estratégia integrada voltada ao controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor da doença, além de outras pragas relevantes da cultura. O manejo é baseado no uso dos inseticidas Fiera®, Fujimite® e Trebon®, que compõem o portfólio da companhia.

Pesquisas do IAC e Esalq-USP apontam alta eficiência no controle do psilídeo

De acordo com a empresa, o Manejo Citrus 360º foi avaliado em estudos conduzidos pelo Centro de Citricultura do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), com resultados considerados expressivos no controle da praga.

Segundo o engenheiro agrônomo Ian Lucas de Olivera Rocha, da área de desenvolvimento de mercado, os ensaios demonstraram alta suscetibilidade do psilídeo aos ingredientes ativos utilizados nas soluções avaliadas.

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Nos estudos realizados pelo Centro de Citricultura do IAC, aplicações isoladas ou combinadas dos inseticidas, sob diferentes níveis populacionais da praga, registraram índices de mortalidade entre 75% e 100%.

Além disso, os experimentos apontaram taxas de neutralização de ovos entre 88% e 95%, enquanto o controle de ninfas variou de 95,09% a 100%. Outro destaque foi a redução de até 76% na postura de ovos por fêmeas adultas.

Controle do ciclo do psilídeo é essencial no combate ao greening

O especialista reforça que a estratégia de manejo deve priorizar a interrupção do ciclo biológico do inseto para reduzir a disseminação do greening nos pomares cítricos.

“É necessário quebrar o ciclo do psilídeo para contê-lo na transmissão do greening”, afirma Ian Rocha. Segundo ele, o controle das fases jovens e a redução da fertilidade de ovos e fêmeas são fundamentais para a sanidade dos pomares.

Soluções integradas ampliam eficiência no manejo de pragas dos citros

O portfólio apresentado pela companhia reúne diferentes mecanismos de ação. O inseticida Fiera® possui propriedades reguladoras de crescimento e atua por contato sobre ninfas do psilídeo.

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Já o Fujimite®, inseticida-acaricida, é utilizado no controle de pragas de importância econômica, como o ácaro-da-leprose e outros ácaros presentes nos citros.

O Trebon® é descrito como um inseticida de contato, com amplo espectro de ação e efeito rápido, sendo indicado para respostas imediatas no manejo fitossanitário.

Segundo a empresa, a recomendação é que os produtos sejam aplicados de forma isolada ou combinada assim que for detectada, por meio de monitoramento, a presença inicial do psilídeo-dos-citros nas áreas de produção.

Expocitros reforça papel estratégico da inovação na citricultura

A realização da Expocitros 2026 reforça a importância da integração entre pesquisa, indústria e produtores no enfrentamento de desafios fitossanitários que impactam diretamente a produtividade dos pomares.

Com foco em inovação e manejo integrado, o evento se consolida como uma das principais vitrines tecnológicas da citricultura mundial, reunindo soluções, debates e lançamentos voltados ao aumento da eficiência e sustentabilidade na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

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A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

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O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

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Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

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