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Exportação de açúcar do Brasil soma 3,7 milhões de toneladas e cresce no mês de outubro

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O total de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros chegou a 90 unidades na semana encerrada em 15 de outubro, ante 84 navios na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil.

O relatório aponta 3,727 milhões de toneladas de açúcar agendadas para embarque, contra 3,608 milhões na semana anterior.

Distribuição por portos

A maior parte da carga será embarcada pelo Porto de Santos (SP), com 2,423 milhões de toneladas. Outros portos destacados incluem:

  • Paranaguá (PR): 723.525 toneladas
  • São Sebastião (SP): 220.200 toneladas
  • Imbituba (SC): 42.107 toneladas
  • Recife (PE): 125.000 toneladas
  • Maceió (AL): 154.904 toneladas
  • Suape (PE): 37.500 toneladas
Tipos de açúcar programados para exportação

A carga contempla principalmente o açúcar VHP (3,522 milhões de toneladas), além de Cristal B150 (24,5 mil toneladas), Refinado A-45 (27,5 mil toneladas) e TBC (152,7 mil toneladas).

O levantamento considera embarcações já ancoradas, as que estão em largo aguardando atracação e as com previsão de chegada até 3 de janeiro de 2026.

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Receita diária média de exportação em outubro

De acordo com dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média obtida com exportações de açúcar e melaços atingiu US$ 90,156 milhões em outubro, com base em 8 dias úteis.

O volume médio diário de exportação no mês foi de 225,179 mil toneladas, totalizando 1.801.433 toneladas de açúcar exportadas até o momento, com receita de US$ 721 milhões e preço médio de US$ 400,40 por tonelada.

Comparativo com outubro de 2024

Em relação a outubro de 2024, houve:

  • Alta de 11,9% na receita diária média (US$ 80,548 milhões em 2024)
  • Crescimento de 32,8% no volume diário (169,516 mil toneladas em 2024)
  • Redução de 15,7% no preço médio por tonelada (US$ 475,20 em 2024)

O desempenho reflete a maior demanda por açúcar brasileiro, apesar da queda nos preços médios, beneficiando a receita total das exportações do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de defensivos na soja cresce 6% e atinge US$ 10 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec

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O mercado de defensivos agrícolas utilizados na cultura da soja registrou crescimento de 6% na safra 2025-26, movimentando US$ 10 bilhões, ante US$ 9,45 bilhões na temporada anterior. Os dados são do estudo anual FarmTrak Soja, divulgado pela consultoria Kynetec Brasil, referência em inteligência de mercado no agronegócio.

O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo aumento da área plantada e pela intensificação das aplicações ao longo do ciclo produtivo.

Área cultivada cresce e intensifica uso de tecnologias

De acordo com o levantamento, a área plantada de soja nas regiões analisadas superou 47 milhões de hectares, com alta de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Além disso, a intensidade dos tratamentos avançou quase 9%, passando de 30,5 para 33,2 aplicações médias por safra.

Segundo a Kynetec, o cenário poderia ter apresentado crescimento ainda maior não fosse o impacto da desvalorização do real frente ao dólar no período de compra dos insumos, com efeito negativo estimado em 4,5% no desempenho do mercado.

Câmbio limita avanço, mas preços seguem estáveis

O estudo aponta que o investimento médio do produtor por aplicação permaneceu praticamente estável. Em 2025-26, o valor médio foi de R$ 35,89, levemente acima dos R$ 35,61 registrados no ciclo anterior.

Mesmo com oscilações cambiais, o setor manteve estabilidade de preços em reais, sustentando a expansão do mercado em dólar.

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Fungicidas lideram participação no mercado

Entre as categorias de produtos, os fungicidas seguem na liderança, respondendo por 39% do mercado total, o equivalente a US$ 3,9 bilhões.

Na sequência aparecem:

  • Herbicidas: US$ 2,5 bilhões (24%)
  • Inseticidas: US$ 2,3 bilhões (23%)
  • Tratamento de sementes, nematicidas e outros: US$ 1,4 bilhão (14%)

O levantamento também destaca a expansão da área potencial tratada (PAT), que atingiu 1,563 bilhão de hectares, crescimento de 11% frente aos 1,414 bilhão registrados na safra anterior.

Nematicidas ganham espaço e avançam 28% no mercado

Um dos principais destaques do estudo é o crescimento dos nematicidas, que vêm ganhando relevância crescente no manejo da soja. O segmento avançou 28% na safra 2025-26, alcançando US$ 320 milhões e representando 3,2% do mercado total de defensivos.

A área potencial tratada com nematicidas também apresentou forte expansão, subindo 40% e atingindo 31,46 milhões de hectares.

Segundo a Kynetec, até a safra 2017-18, o uso desses produtos era considerado marginal, com aplicação em menos de 5% da área cultivada. Atualmente, a adoção chega a 49% das lavouras de soja, refletindo maior conscientização sobre os riscos dos nematoides.

Uso de cultivares resistentes avança entre produtores

O estudo FarmTrak Soja também identificou aumento na adoção de cultivares de soja com tolerância ou resistência a nematoides. Na safra 2025-26, 31% da área plantada utilizou esse tipo de material genético, ante 27% no ciclo 2021-22.

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Apesar do avanço, o especialista da Kynetec, Vitor Hugo Leite, destaca que o manejo da praga exige estratégias integradas.

“Nematoides afetam o sistema produtivo como um todo. O controle vai além dos defensivos e das cultivares resistentes. É necessário manter a população da praga em níveis baixos para evitar perdas”, afirma.

Adoção de tecnologias ainda é desigual entre regiões

A pesquisa também evidencia disparidades regionais na adoção de nematicidas. Em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e na região do Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), o uso dos produtos ultrapassa 60% da área plantada.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a adesão ainda é baixa, em torno de 10% das áreas cultivadas.

O estudo FarmTrak Soja foi realizado com base em mais de 3,7 mil entrevistas presenciais com produtores de soja em toda a fronteira agrícola brasileira, consolidando um dos levantamentos mais abrangentes do setor no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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