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Exportações brasileiras aos EUA caem 18,5% após tarifas de Trump

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As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em agosto em relação ao mesmo mês de 2024, reflexo direto das tarifas aduaneiras punitivas impostas pelo governo de Donald Trump. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Tarifaço histórico impacta produtos brasileiros

Desde 6 de agosto, o governo americano passou a cobrar taxas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, a mais alta já aplicada a outro país. A medida foi justificada por Washington como uma reação a uma suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Trump, que enfrenta julgamento por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Açúcar: queda de 88,4% nas exportações;
  • Carne bovina fresca: retração de 46,2%.

No total, as exportações brasileiras aos EUA somaram US$ 2,76 bilhões em agosto, ante US$ 3,39 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Déficit comercial com os EUA atinge recorde anual

O Brasil mantém déficit comercial com os Estados Unidos há 16 anos consecutivos. Em agosto, o saldo negativo da balança comercial atingiu US$ 1,23 bilhão, o valor mais elevado registrado em 2025 até o momento, agravando a pressão sobre setores exportadores estratégicos do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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