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Exportações brasileiras de açúcar somam 1,5 milhão de toneladas em dezembro, aponta levantamento

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As exportações brasileiras de açúcar seguem em ritmo estável neste fim de ano. Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, 45 navios aguardavam para embarcar o produto nos portos do país na semana encerrada em 10 de dezembro, com 1,513 milhão de toneladas programadas para exportação.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

De acordo com o relatório, o Porto de Santos (SP) continua sendo o principal ponto de escoamento do açúcar brasileiro, com 882,2 mil toneladas previstas para embarque.

Na sequência aparecem:

  • Paranaguá (PR): 249,6 mil toneladas
  • São Sebastião (SP): 158,8 mil toneladas
  • Maceió (AL): 131,1 mil toneladas
  • Suape (PE): 62,5 mil toneladas
  • Recife (PE): 22,2 mil toneladas
  • Imbituba (SC): 6,6 mil toneladas

A Williams Brasil destaca que o levantamento considera as embarcações já ancoradas, as em espera para atracação e as com previsão de chegada até 10 de fevereiro.

Açúcar VHP domina as exportações

Entre os tipos de açúcar a serem embarcados, o VHP (Very High Polarization) lidera com 1,23 milhão de toneladas. As demais variedades somam:

  • Cristal B150: 174,3 mil toneladas
  • TBC: 40,5 mil toneladas
  • VHP ensacado: 43 mil toneladas
  • Refinado A45: 25 mil toneladas
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O produto segue majoritariamente destinado a mercados asiáticos, africanos e do Oriente Médio, onde a demanda por açúcar bruto brasileiro permanece aquecida.

Exportações caem para 3,3 milhões de toneladas em novembro

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 3,3 milhões de toneladas de açúcar e melaços em novembro, totalizando US$ 1,245 bilhão em receita — com preço médio de US$ 377,20 por tonelada.

A média diária de exportações foi de 173,8 mil toneladas, o que representa queda de 2,6% em relação a novembro de 2024, quando o volume diário foi de 178,4 mil toneladas.

Em termos de valor, houve redução de 23% na receita média diária, que passou de US$ 85,32 milhões em novembro de 2024 para US$ 65,56 milhões em novembro deste ano.

O preço médio por tonelada exportada também recuou 21,1%, comparado aos US$ 478,20/tonelada registrados no mesmo mês do ano anterior, refletindo a pressão de preços internacionais e ajustes no mercado global de commodities.

Contexto de mercado e perspectivas

Apesar da leve desaceleração nas exportações, o setor sucroenergético brasileiro mantém posição de liderança global. O desempenho segue apoiado pela safra recorde de cana-de-açúcar, combinada ao forte mix de produção voltado ao açúcar, impulsionado pelos preços internacionais e pela taxa de câmbio.

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Com o dólar cotado em torno de R$ 5,41 nesta sexta-feira (12/12), o cenário continua favorável para exportações, já que a valorização da moeda americana tende a melhorar a competitividade do produto brasileiro no exterior.

Especialistas apontam que a expectativa para o início de 2026 é de demanda firme, especialmente da Ásia e do Oriente Médio, o que deve sustentar o ritmo de embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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