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Exportações de açúcar do Brasil caem em volume e receita em novembro

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As exportações brasileiras de açúcar e melaços registraram queda em volume e receita no mês de novembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O desempenho reflete a redução dos preços internacionais e o menor direcionamento da cana-de-açúcar para a produção do adoçante no final da safra.

A receita média diária com exportações de açúcar atingiu US$ 65,56 milhões em novembro, considerando 19 dias úteis, enquanto o volume médio diário exportado somou 173,8 mil toneladas. No total, o país embarcou 3,3 milhões de toneladas, gerando US$ 1,245 bilhão em receitas, a um preço médio de US$ 377,20 por tonelada.

Em comparação a novembro de 2024, quando as exportações registraram receita média diária de US$ 85,32 milhões, houve queda de 23% no valor obtido por dia.

Receita e volume recuam frente a 2024

Na comparação anual, o volume total exportado recuou 2,6% em relação às 3,39 milhões de toneladas embarcadas em novembro de 2024. Já a receita caiu 30%, frente aos US$ 1,621 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior.

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O preço médio por tonelada exportada também apresentou queda expressiva de 21,1%, passando de US$ 478,20 em 2024 para US$ 377,20 em 2025, impactando diretamente a rentabilidade do setor exportador.

Moagem de cana recua no Centro-Sul, aponta Unica

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a moagem de cana na região Centro-Sul somou 18,76 milhões de toneladas na primeira quinzena de novembro, ante 16,41 milhões no mesmo período da safra 2024/2025.

No entanto, o acumulado da safra 2025/2026 até 16 de novembro indica leve retração de 1,26%, totalizando 576,25 milhões de toneladas, contra 583,59 milhões no ciclo anterior.

A produção de açúcar nas duas primeiras semanas de novembro foi de 982,95 mil toneladas, enquanto o acumulado da safra alcançou 39,18 milhões de toneladas.

Menor atratividade do açúcar reduz direcionamento da cana

A proporção da matéria-prima destinada à fabricação do açúcar caiu 7,4 pontos percentuais na primeira quinzena de novembro, passando de 46,02% para 38,61%. Segundo a Unica, essa é a sexta quinzena consecutiva de queda nesse indicador.

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A redução reflete a menor atratividade econômica do açúcar diante das oscilações no mercado internacional e da diminuição na qualidade da cana-de-açúcar típica do fim de safra. Parte da matéria-prima tem sido redirecionada para produção de etanol, que vem apresentando melhor rentabilidade neste período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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