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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025, apesar de tarifaço

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Mesmo com os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos entre agosto e novembro, o Brasil encerrou 2025 com recorde histórico nas exportações de carne bovina. Os frigoríficos brasileiros embarcaram 3,5 milhões de toneladas da proteína ao longo do ano, com faturamento de US$ 18,03 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Na comparação com 2024, o volume exportado cresceu 20,9%, enquanto a receita avançou 40,1%, refletindo tanto o aumento dos embarques quanto a valorização média dos preços no mercado internacional. Ao todo, a carne bovina brasileira chegou a mais de 170 países.

EUA se consolidam como segundo maior destino

Mesmo após a adoção de tarifas adicionais de 50% sobre a carne bovina brasileira, os Estados Unidos se consolidaram como o segundo principal comprador da proteína nacional em 2025. As exportações para o mercado americano somaram 271,8 mil toneladas, alta de 18,3% em relação a 2024. O faturamento cresceu 21,3%, alcançando US$ 1,6 bilhão.

Com a retirada das tarifas extras em novembro, os embarques voltaram a ganhar ritmo. Apenas em dezembro, foram enviadas 27,2 mil toneladas aos EUA — volume inferior apenas aos picos registrados entre março e maio do ano passado.

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China mantém liderança, mas impõe alerta para 2026

A China permaneceu como o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por cerca de 47% de todo o volume exportado em 2025. Foram embarcadas 1,67 milhão de toneladas, crescimento de 22,8% frente ao ano anterior, com receita de US$ 8,9 bilhões, alta de 46,5%.

Apesar do desempenho recorde, o mercado chinês passou a gerar preocupação para 2026. No fim do ano passado, Pequim adotou salvaguardas que limitam a 1,1 milhão de toneladas o volume que poderá entrar no país sem tarifa adicional neste ano — cerca de 31% abaixo do volume exportado em 2025. O excedente será taxado em 55%. Setor privado e governo brasileiro buscam negociações para reduzir os impactos da medida.

Europa, México e Rússia ampliam compras

Além de China e Estados Unidos, outros mercados apresentaram crescimento expressivo. A União Europeia importou 128,9 mil toneladas, alta de 56,6%, com faturamento de US$ 1,06 bilhão (+75,5%). O México foi o destaque percentual do ano, com aumento de 156,2% no volume, para 118 mil toneladas, e salto de quase 200% na receita.

Chile, Rússia, Egito, Filipinas e Arábia Saudita completaram a lista dos principais destinos. Entre os dez maiores compradores, apenas Hong Kong registrou retração, com queda de 15,3% no volume importado.

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Dezembro fecha ano em alta

O desempenho de dezembro reforçou o ritmo forte das exportações no fim do ano. Os embarques somaram 347,4 mil toneladas, alta de 50,4% na comparação com dezembro de 2024. O faturamento alcançou US$ 1,85 bilhão, crescimento de 67,3%.

As vendas para a China em dezembro subiram 32% em relação ao mesmo mês do ano anterior, embora tenham desacelerado frente aos picos registrados em outubro e novembro.

Perfil das exportações e desafios

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques em 2025, com cerca de 3,09 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 21,4%, e receita de US$ 16,61 bilhões.

Especialistas apontam que, além do volume, o Brasil tem se beneficiado de uma maior demanda por cortes de maior valor agregado, especialmente no segmento de carnes gourmet. Para 2026, o principal desafio será manter a oferta de animais, após um período marcado por elevado abate de fêmeas, além de administrar riscos geopolíticos e barreiras comerciais em mercados estratégicos.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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