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Exportações de carne suína caem em volume, mas preço médio impulsiona receita em julho

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AGRONEGÓCIO

Queda no volume exportado

As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada encerraram julho de 2025 com um total de 113,015 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma queda de 5,2% na média diária em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram exportadas 119,2 mil toneladas ao longo de 23 dias úteis.

Neste ano, a média diária ficou em 4,9 mil toneladas, frente às 5,1 mil toneladas por dia registradas no mesmo período do ano anterior.

Preço médio em alta

Apesar da retração nos volumes, o preço médio da tonelada exportada teve aumento de 9,3%, subindo de US$ 2.409,9 mil em julho de 2024 para US$ 2.634,6 mil em julho de 2025. Esse avanço nos preços compensou a redução nos embarques e contribuiu para o aumento na receita total do mês.

Receita total registra crescimento

O montante financeiro gerado pelas exportações de carne suína em julho/25 chegou a US$ 297,7 milhões, superando os US$ 287,2 milhões arrecadados no mesmo mês de 2024.

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No entanto, a média diária de receita apresentou leve retração de 3,6%, caindo de US$ 12,9 milhões para US$ 12,4 milhões na comparação anual.

Resumo dos dados de julho/25
  • Volume total exportado: 113,015 mil toneladas
  • Média diária exportada: 4,9 mil toneladas (-5,2%)
  • Preço médio por tonelada: US$ 2.634,6 mil (+9,3%)
  • Receita total: US$ 297,7 milhões
  • Média diária de receita: US$ 12,4 milhões (-3,6%)

Apesar da redução no ritmo dos embarques, o mercado internacional valorizado garantiu uma melhora nos ganhos totais, sinalizando boas perspectivas para o setor caso os preços continuem firmes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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