AGRONEGÓCIO
Exportações de lácteos do Brasil caem ao menor nível em mais de duas décadas, aponta Imea
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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, em sua análise semanal, que o déficit da balança comercial de lácteos atingiu o menor valor de 2025 — mas ainda permanece elevado em termos absolutos.
Mesmo com a redução no comércio exterior do setor, o Brasil segue importando muito mais produtos lácteos do que exporta, o que reforça o desequilíbrio histórico na área.
Exportações caem 25% e atingem o menor volume desde 2001
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 58,77 milhões de litros em equivalente leite em 2025, o que representa queda de 25,17% em comparação a 2024.
Esse volume é o menor registrado desde 2001, evidenciando a perda de competitividade da indústria nacional no mercado internacional de lácteos.
Importações seguem em alta e mantêm pressão sobre o mercado interno
No mesmo período, as importações brasileiras somaram 2,15 bilhões de litros em equivalente leite, uma redução de 6,04% em relação ao ano anterior.
Apesar da leve queda, o volume ainda representa o terceiro maior da série histórica, o que mantém o país altamente dependente de produtos estrangeiros para suprir a demanda interna.
Com esses resultados, a balança comercial de lácteos fechou 2025 com um déficit estimado em 2,08 bilhões de litros, 5,36% superior ao registrado em 2024.
Argentina, Uruguai e Paraguai dominam as exportações para o Brasil
O Imea destaca que 93,99% das importações brasileiras de lácteos vieram de Argentina, Uruguai e Paraguai, totalizando 2,01 bilhões de litros em equivalente leite.
Esses países do Mercosul continuam sendo os principais fornecedores do Brasil, aproveitando a proximidade geográfica e os acordos comerciais regionais que facilitam o fluxo de produtos lácteos.
Perspectivas e desafios do setor
O cenário reforça os desafios enfrentados pela cadeia produtiva de leite no Brasil, que sofre com custos elevados de produção, baixa competitividade no exterior e excesso de importações que pressionam os preços pagos aos produtores locais.
Especialistas apontam que políticas de estímulo à produção e à industrialização nacional serão fundamentais para reduzir o déficit e recuperar espaço no mercado internacional nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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