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Rebanho de Mato Grosso supera 32 milhões de cabeças e mantém liderança nacional

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Mato Grosso mantém sua posição de destaque na pecuária nacional, com 32,1 milhões de cabeças de gado, segundo o mais recente levantamento realizado pelo Governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). A campanha de atualização do estoque de rebanho foi conduzida entre maio e junho de 2025.

Distribuição do rebanho bovino

O rebanho mato-grossense está majoritariamente concentrado nas regiões Norte e Oeste do estado. As dez cidades com os maiores efetivos somam 8,1 milhões de bovinos, representando cerca de 25% do total estadual:

  • Cáceres – 1.392.407 cabeças
  • Vila Bela da Santíssima Trindade – 1.045.584
  • Juara – 890.526
  • Colniza – 853.803
  • Juína – 782.968
  • Alta Floresta – 675.385
  • Pontes e Lacerda – 657.725
  • Nova Bandeirantes – 624.172
  • Porto Esperidião – 591.895
  • Poconé – 581.166

Mato Grosso segue na liderança nacional do rebanho bovino, à frente do Pará, com 25 milhões de animais, e de Goiás, com 23 milhões.

Pecuária de suínos

O levantamento também aponta que o estado possui 1.654.562 suínos tecnificados, distribuídos em 109 estabelecimentos de 26 municípios. Os principais polos de criação comercial estão em Tapurah, Nova Mutum, Sorriso, Vera e Lucas do Rio Verde.

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Produção de aves comerciais

Na avicultura comercial, Mato Grosso conta com 42,4 milhões de aves, incluindo 380.804 codornas, concentradas em 61 municípios e 355 estabelecimentos rurais. Os cinco municípios com maior número de aves comerciais são: Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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