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Exportações de uva do Brasil recuam em agosto, mas previsão é de recuperação em setembro

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Volume de exportação recua 20% em agosto

Segundo dados da Comex Stat, o Brasil exportou cerca de 850 toneladas de uvas em agosto, 20% abaixo do volume registrado em julho de 2025. Apesar da queda mensal, o volume ficou 2% acima do mesmo período em 2024.

A receita gerada com as exportações somou US$ 1,7 milhão FOB no mês, resultado pressionado especialmente pelos efeitos da sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos.

Argentina lidera destinos, enquanto EUA sofrem impacto de tarifas

A Argentina se manteve como principal mercado, absorvendo 78% das exportações brasileiras pelo segundo mês consecutivo. Considerando também Bolívia e Uruguai, os países vizinhos responderam por 86% das vendas externas.

Outros destinos incluem:

  • Europa: 9% das exportações
  • Estados Unidos: 3%

No caso dos EUA, a aplicação da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros afetou diretamente a receita das exportações, que caiu pela metade em relação a agosto de 2024, mesmo com o volume de uvas mantendo relativa estabilidade. O preço médio FOB por quilo também recuou de US$ 5,10/kg para US$ 4,00/kg, queda de 22%.

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Expectativa de aumento nos embarques em setembro

Exportadores projetam que os embarques brasileiros de uvas devem ganhar ritmo já na segunda quinzena de setembro, acompanhando a maior oferta de uvas sem semente do Vale do São Francisco (PE/BA).

Apesar das tarifas impostas pelos EUA, a fruta nacional continua com boa demanda nos demais mercados internacionais, embora os preços estejam abaixo do mesmo período do ano passado devido ao redirecionamento das exportações e à maior oferta nordestina.

O cenário geral é considerado positivo pelos operadores, que esperam resultados favoráveis para a temporada 2025/26, mantendo a competitividade da uva brasileira no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná amplia exportações de carne de peru e acompanha safra recorde de amendoim no Brasil

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O Paraná reforçou sua relevância no agronegócio brasileiro ao consolidar-se como o terceiro maior exportador de carne de peru do país e participar de um cenário promissor para a produção de amendoim, cuja safra nacional pode alcançar um novo recorde histórico em 2025/26.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também destaca o bom desempenho das lavouras de milho segunda safra no estado.

Exportações de carne de peru avançam e fortalecem posição do Paraná

O mercado brasileiro de carne de peru registrou crescimento expressivo nos primeiros quatro meses de 2026. No período, o Brasil exportou 22,3 mil toneladas do produto, gerando receita cambial de US$ 90,8 milhões.

O Paraná respondeu por 4.739 toneladas embarcadas, com faturamento de US$ 22,6 milhões, garantindo a terceira colocação entre os maiores exportadores nacionais da proteína.

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, os estados da Região Sul apresentaram expansão nas exportações. O Paraná registrou aumento de 6,9% no volume exportado, enquanto Santa Catarina avançou 38,4% e o Rio Grande do Sul cresceu 21,2%.

Outro destaque foi a forte valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne de peru in natura atingiu US$ 4.059,03 por tonelada, representando alta de 77,6% em relação aos US$ 2.285,33 por tonelada registrados no mesmo período do ano anterior.

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Entre os principais destinos da carne de peru brasileira estão México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.

Produção de amendoim pode atingir maior volume da história

Tradicional nas festas juninas e cada vez mais valorizado pelo mercado consumidor, o amendoim vive um momento de expansão no Brasil.

As projeções indicam que a safra nacional 2025/26 poderá atingir 1,2 milhão de toneladas, volume que, se confirmado, representará um novo recorde histórico para a cultura.

No Paraná, a expectativa é de produção de aproximadamente 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí lidera o cultivo estadual, concentrando pouco mais de metade da produção paranaense. Já a região de Umuarama responde por cerca de 23% da área plantada.

Segundo análise do Deral, o desempenho reforça a importância crescente da cultura, que ao longo das últimas décadas encontrou novos nichos de mercado após perder espaço para a soja na produção de óleo vegetal.

Até os anos 1970, grande parte do amendoim produzido no Brasil era destinada à indústria de óleo comestível. Entretanto, a expansão da soja e sua maior competitividade econômica reduziram significativamente essa participação, levando o setor a diversificar seus mercados e ampliar a presença em segmentos alimentícios e industriais.

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Milho segunda safra mantém cenário positivo

O milho safrinha também apresenta perspectivas favoráveis no Paraná. O levantamento do Deral confirma a manutenção da área cultivada em 2,9 milhões de hectares na temporada 2025/26.

As condições das lavouras seguem predominantemente positivas. Atualmente, 79% das áreas são classificadas como boas, enquanto 14% apresentam condição média e apenas 7% são consideradas ruins.

Apesar da menor incidência de radiação solar devido ao excesso de dias nublados e das temperaturas mais baixas registradas nas últimas semanas, o cenário climático continua favorável para o desenvolvimento das lavouras.

A ausência de previsão de geadas para os próximos 14 dias mantém o otimismo dos produtores e reduz os riscos para a reta final do ciclo produtivo, fator que sustenta as expectativas de uma safra robusta no estado.

Agronegócio paranaense diversifica resultados

O avanço das exportações de carne de peru, a perspectiva de safra recorde de amendoim e as boas condições do milho segunda safra evidenciam a diversificação e a força do agronegócio paranaense.

Os resultados reforçam a capacidade do estado de ampliar sua participação nos mercados internacionais, ao mesmo tempo em que mantém elevados níveis de produção agrícola, consolidando-se como uma das principais potências do setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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