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Portos do Paraná superam 70 milhões de toneladas e registram recorde histórico em 2025

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Portos do Paraná atingem recorde histórico de movimentação

A Portos do Paraná ultrapassou a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e meados de dezembro de 2025, um resultado histórico que reforça o protagonismo logístico do estado no comércio exterior brasileiro.

O volume representa um crescimento de 5% em relação ao ano anterior e foi alcançado 15 dias antes do encerramento do ano, superando o total registrado em 2024. A expectativa da empresa é fechar 2025 com entre 72 e 73 milhões de toneladas movimentadas, um feito que adianta em 10 anos a meta prevista no planejamento técnico — que projetava alcançar esse patamar apenas em 2035.

Paraná consolida liderança logística nacional

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou o resultado como mais uma demonstração da eficiência do sistema portuário paranaense.

“Os portos do Paraná alcançaram novamente uma marca histórica, muito antes do previsto. O Porto de Paranaguá é o mais eficiente do Brasil. Estamos investindo para garantir essa expansão contínua e assegurar o fluxo internacional das empresas e indústrias do estado”, afirmou o governador.

De acordo com dados da Portos do Paraná, o crescimento acumulado da movimentação de cargas entre 2018 e 2025 chega a 32%, resultado dos investimentos em infraestrutura, tecnologia e inteligência logística.

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Eficiência e planejamento antecipam metas

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o desempenho é fruto de uma gestão moderna e de um trabalho conjunto entre governo, operadores e comunidade portuária.

“Quando anunciamos, em 2019, a meta de alcançar 60 milhões de toneladas, muitos duvidaram. Em cinco anos, superamos 66,7 milhões e, agora, ultrapassamos 70 milhões. Isso comprova que, com planejamento, tecnologia e parceria, é possível quebrar barreiras e antecipar o futuro”, destacou Garcia.

A empresa pública vem ampliando sua capacidade operacional com foco em eficiência logística, modernização de terminais e aprimoramento dos serviços de transporte intermodal, fortalecendo o papel estratégico do Paraná no escoamento da produção agroindustrial brasileira.

Porto de Paranaguá: destaque mundial nas exportações de alimentos

O Porto de Paranaguá consolidou-se como um dos principais portos de exportação de grãos e farelos do mundo e mantém a liderança global como maior corredor de exportação de carne de frango congelada, responsável por 48% de toda a produção nacional destinada ao exterior.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá é o maior exportador de carnes (frango, bovino e suíno), respondendo por cerca de 40% das exportações nacionais. O terminal também é líder no embarque de óleo de soja e ocupa a segunda posição no carregamento de soja e farelo de soja.

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Referência nacional no recebimento de fertilizantes

Além da exportação de commodities agrícolas e proteínas, a Portos do Paraná tem papel estratégico na importação de insumos essenciais ao agronegócio. Em 2025, os portos de Paranaguá e Antonina receberam mais de 11 milhões de toneladas de fertilizantes, reforçando a importância do estado na logística de abastecimento da agricultura brasileira.

Com o novo recorde, a empresa pública reafirma seu compromisso com a inovação, sustentabilidade e eficiência, consolidando os portos paranaenses como um dos principais hubs logísticos da América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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