AGRONEGÓCIO
Exportações recordes de carne bovina fortalecem preços do boi no mercado interno, aponta Cepea
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As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram um novo recorde em outubro, consolidando 2025 como o melhor ano da história do setor em volume e receita. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado nos dez primeiros meses do ano já representa 96% de todo o total exportado em 2024, sinalizando crescimento expressivo nas vendas externas.
Além da carne, o mercado de animais vivos também apresentou forte desempenho. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou 842 mil cabeças de gado, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Exportações reduzem oferta interna e sustentam preços
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o ritmo intenso das exportações tem sido fundamental para manter os preços da arroba do boi firmes no mercado doméstico. A forte demanda internacional ajuda a evitar excesso de oferta no país, equilibrando o mercado e favorecendo produtores.
Oferta menor contribui para valorização gradual
O Cepea destaca ainda que a oferta mais restrita de animais prontos para abate nesta época do ano tem colaborado para pequenas e constantes valorizações. O movimento é observado tanto no preço da carne no atacado quanto nas diferentes categorias de animais, o que reforça a tendência de estabilidade com viés de alta no mercado pecuário brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados
Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.
A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.
Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.
As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.
Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.
O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.
Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.
A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.
Serviço
- Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
- Data: 16 de novembro de 2026
- Horário: das 18h às 22h
- Cidade: São Paulo (SP)
Fonte: Pensar Agro
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