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Federarroz orienta produtores sobre PEP e Pepro e reforça papel das exportações na safra de arroz 2026

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A Federarroz intensificou as orientações aos produtores sobre o acesso aos mecanismos de subvenção do governo federal, como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). A entidade também reforçou a importância das exportações diante do cenário desafiador da safra de arroz 2026.

Safra avança com desafios operacionais

De acordo com o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o momento exige atenção redobrada por parte dos produtores, especialmente em relação às dificuldades operacionais.

Entre os principais entraves está a limitação na entrega de óleo diesel, que impacta diretamente o ritmo da colheita e o planejamento das atividades no campo.

Mercado interno pressionado e exportações ganham importância

A entidade alerta que o mercado interno segue pressionado, o que torna as exportações uma ferramenta essencial para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Nunes, a ampliação do ritmo de embarques é fundamental para sustentar os preços e reduzir os impactos da elevada oferta doméstica.

Planejamento financeiro é decisivo para o produtor

A Federarroz também chama atenção para a necessidade de planejamento financeiro neste período da safra.

O presidente destaca que, embora seja comum buscar melhores preços, é fundamental considerar fatores como:

  • Custos de armazenagem
  • Juros sobre o capital investido
  • Custo de oportunidade
  • Projeções de mercado no longo prazo
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A gestão do fluxo de caixa, segundo a entidade, é determinante para a sustentabilidade da atividade.

Leilões de PEP e Pepro exigem preparação antecipada

A entidade informou que já foi publicada a portaria que autoriza os leilões de subvenção, o que exige agilidade dos produtores interessados.

A diretora técnica da Federarroz, Mônia Schluter, explicou que o acesso aos programas depende de três requisitos principais:

  • Cadastro no Sican
  • Cadastro no Sicaf
  • Autorização formal para corretagem em bolsa

Além disso, é necessário organizar previamente a documentação, incluindo dados da propriedade, produção e contratos, quando houver arrendamento.

Regularidade fiscal e dados consistentes são obrigatórios

Outro ponto destacado é a necessidade de regularidade fiscal para participação nos programas.

Segundo Mônia, o produtor não pode ter pendências no Cadin e deve estar com tributos em dia para concluir o cadastro no Sicaf.

A diretora também alertou para a coerência das informações de produtividade. Caso os dados informados superem a média do município, será necessário apresentar laudo técnico que comprove os resultados, evitando questionamentos por parte da Companhia Nacional de Abastecimento.

Setor enfrenta crise e preços abaixo do custo

O diretor de Mercado da Federarroz, Juandres Antunes, destacou que a cadeia orizícola vive um momento delicado.

Segundo ele, os preços pagos ao produtor estão abaixo dos custos de produção, o que pressiona a rentabilidade da atividade.

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Exportação pode melhorar preços no segundo semestre

Apesar do cenário desafiador, Antunes reforça que a exportação pode ser decisiva para a recuperação dos preços ao longo do ano.

Ele lembra que, em períodos de maior volume exportado, os produtores conseguiram melhores remunerações. No entanto, a baixa participação no mercado externo ao longo do último ano contribuiu para a queda das cotações.

Oportunidades atuais exigem atenção do produtor

A Federarroz alerta que, mesmo com os mecanismos de apoio como PEP e Pepro, os produtores devem aproveitar as oportunidades disponíveis no mercado.

A presença de tradings compradoras no momento atual pode representar uma janela importante de comercialização, especialmente diante do risco de pressão adicional com a entrada de novas safras de países vizinhos.

Engajamento e estratégia são fundamentais

A entidade reforça que o sucesso das ações em curso depende do engajamento dos produtores e da adoção de estratégias alinhadas ao cenário de mercado.

O foco, segundo a Federarroz, deve estar na sustentabilidade econômica da atividade, com decisões baseadas em planejamento, gestão de custos e aproveitamento das oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioeconomia pode gerar nova fonte de renda no agro e transformar o valor do hectare produtivo

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O agronegócio brasileiro construiu sua posição de destaque global apoiado em sucessivos ganhos de produtividade. Avanços em genética, mecanização, agricultura de precisão, integração de sistemas produtivos e inovação tecnológica permitiram que o Brasil se consolidasse entre os maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo.

No entanto, segundo análise de Giovana Araújo, sócia-líder para o setor de Agronegócio da KPMG, o setor vive uma nova fase de transformação, na qual a competitividade não será determinada apenas pela produção agrícola, mas também pela capacidade de gerar valor a partir de ativos ambientais e práticas sustentáveis.

De acordo com a especialista, a bioeconomia surge como uma importante oportunidade para agregar novas fontes de receita às propriedades rurais, ampliando o potencial econômico do território produtivo.

Margens pressionadas ampliam debate sobre novas fontes de valor

Na avaliação de Giovana Araújo, o ponto de partida dessa discussão é econômico. Em diversas regiões agrícolas do país, especialmente em importantes polos produtores de grãos, as margens operacionais têm sido pressionadas pelo aumento dos custos e pela volatilidade dos mercados.

Segundo a análise, em determinados sistemas produtivos o déficit de rentabilidade pode superar R$ 1 mil por hectare, dependendo da cultura, da região e da estrutura de custos da propriedade.

Nesse contexto, o desafio deixa de ser exclusivamente aumentar a produtividade e passa a incluir a geração de novas camadas de valor associadas ao uso sustentável dos recursos naturais.

Agricultura regenerativa ganha espaço no campo brasileiro

Um dos pilares dessa nova economia rural é a agricultura regenerativa. Conforme destaca Giovana Araújo, o conceito não está necessariamente relacionado à recuperação de áreas degradadas, mas à adoção de práticas que promovam a melhoria contínua da qualidade biológica do solo, a retenção de água, a resiliência climática e a eficiência produtiva.

Entre as práticas mais associadas a esse modelo estão:

  • Plantio direto;
  • Rotação de culturas;
  • Uso de plantas de cobertura;
  • Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF);
  • Controle biológico de pragas.

Segundo a executiva da KPMG, essas iniciativas funcionam como uma espécie de infraestrutura biológica da propriedade, fortalecendo a estabilidade produtiva e contribuindo para ganhos de eficiência ao longo do tempo.

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Pesquisa revela ampla adoção das práticas regenerativas

A análise cita levantamento realizado pela Agrosmart em parceria com CNH, ABAG e 4Lab, envolvendo produtores de 519 municípios distribuídos em 19 estados brasileiros.

Os dados demonstram que muitas práticas regenerativas já fazem parte da rotina das propriedades rurais:

  • 78,9% utilizam plantio direto;
  • 75,3% adotam plantas de cobertura;
  • 66,4% realizam rotação de culturas;
  • 59,2% utilizam controle biológico.

Apesar disso, 52,1% dos produtores afirmam não conhecer formalmente o conceito de agricultura regenerativa.

Entre os benefícios observados pelos entrevistados estão:

  • Melhoria da fertilidade do solo (70,8%);
  • Maior resiliência climática (58,3%);
  • Redução dos custos operacionais (51,5%).

Ainda assim, o estudo mostra que 79,2% dos produtores nunca receberam incentivos financeiros vinculados à adoção dessas práticas.

Carbono pode representar nova camada de receita

Segundo Giovana Araújo, a agricultura regenerativa também cria condições para o desenvolvimento de projetos ligados ao mercado de carbono.

Ao favorecer o aumento do estoque de carbono no solo e reduzir a intensidade das emissões agrícolas, essas práticas podem gerar ativos ambientais passíveis de valorização econômica.

A especialista ressalta que o mercado ainda passa por um processo de amadurecimento, com diferenças entre metodologias, certificações e modelos de remuneração. Mesmo assim, projetos estruturados já demonstram potencial para gerar receitas complementares aos produtores rurais.

Áreas preservadas passam a ser vistas como ativos econômicos

Outro ponto destacado na análise é o potencial econômico das áreas preservadas existentes nas propriedades rurais brasileiras.

Atualmente, o Brasil possui aproximadamente 280 milhões de hectares preservados em áreas privadas, incluindo reservas legais e áreas de preservação permanente registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Para Giovana Araújo, esses territórios deixam gradualmente de ser vistos apenas como exigências regulatórias e passam a integrar uma nova categoria de ativos ambientais.

Mecanismos como pagamentos por serviços ambientais, conservação hídrica, proteção da biodiversidade e programas de integridade territorial começam a criar oportunidades para monetizar atributos ambientais que historicamente não eram remunerados.

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Sustentabilidade pode reduzir custos financeiros

A análise também destaca uma dimensão financeira relevante da bioeconomia.

Propriedades que adotam práticas regenerativas, reduzem emissões e fortalecem sua governança ambiental tendem a apresentar menor percepção de risco perante investidores e instituições financeiras.

Isso pode facilitar o acesso ao crédito e contribuir para a obtenção de condições mais favoráveis de financiamento.

Em operações agrícolas de grande escala, reduções relativamente pequenas no custo do capital podem representar economias significativas por hectare ao longo do ano.

Tecnologia será fundamental para consolidar a bioeconomia

De acordo com Giovana Araújo, o principal desafio para transformar atributos ambientais em ativos econômicos está na criação de mecanismos confiáveis de mensuração e validação.

Nesse processo, tecnologias como monitoramento via satélite, inteligência artificial, rastreabilidade digital e sistemas auditáveis terão papel central na consolidação dos mercados ambientais.

A construção dessa infraestrutura será determinante para ampliar a liquidez, a transparência e a credibilidade das iniciativas ligadas à bioeconomia.

O futuro do agro vai além da produtividade

Na avaliação da sócia-líder para o setor de Agronegócio da KPMG, a principal mudança em curso no campo brasileiro é a ampliação do conceito de valor dentro das propriedades rurais.

Se nas últimas décadas a competitividade foi impulsionada principalmente pelo aumento da produtividade, o próximo ciclo deverá incorporar elementos como regeneração ambiental, conservação, captura de carbono, mitigação de riscos e geração de serviços ecossistêmicos.

Para Giovana Araújo, a bioeconomia representa uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro, impulsionada pelas exigências dos mercados globais, pela evolução regulatória e pelo interesse crescente do capital financeiro em ativos sustentáveis.

Nesse cenário, o valor do hectare deixa de ser medido apenas pela sua capacidade produtiva e passa a incluir também sua capacidade de regenerar, preservar e gerar novas oportunidades econômicas para o produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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