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Chuvas Freiam Plantio: Soja 2025/26 em Mafra (SC) Atinge 70% da Área Prevista

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De acordo com informações da Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), o avanço na semeadura atingiu 70% da área total planejada de 35 mil hectares. A Copérdia é responsável por 10 mil hectares desse cultivo, o mesmo volume da safra anterior.

Semeadura Interrompida: Excesso de Chuva é o Fator Limitante

As atividades de plantio na região estão temporariamente interrompidas devido ao volume significativo de chuvas. Uma fonte do departamento técnico da Copérdia indicou que, na última semana, houve um acúmulo de 40 milímetros, somados a mais 12 milímetros registrados na segunda-feira. A precipitação persistiu na terça-feira (data da informação), com previsão de mais pancadas para a quarta-feira.

Expectativa de Produtividade e Estágio das Lavouras em Mafra

As lavouras que foram plantadas e emergiram já estão na fase de crescimento vegetativo. A cooperativa mantém uma expectativa otimista quanto à produtividade local. A projeção é que o rendimento médio da safra de soja em Mafra alcance 3.600 quilos por hectare.

Panorama Estadual (SC): Área Cresce, Mas Produtividade Diminui Ligeiramente

A nível estadual, o levantamento da Safras & Mercado projeta um crescimento da área de plantio da safra 2025/2026. A área deve aumentar 1,5% em relação à temporada passada, saltando de 830 mil hectares para 842 mil hectares.

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A produção total esperada para o estado é de 3,185 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 0,4% sobre as 3,171 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/2025. Contudo, o rendimento médio das lavouras em Santa Catarina é estimado em 3.800 quilos por hectare, uma leve redução frente aos 3.840 quilos por hectare obtidos na safra anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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