AGRONEGÓCIO
Fiagril amplia atuação e inaugura nova unidade em Balsas (MA) para reforçar expansão nacional
AGRONEGÓCIO
Expansão estratégica fortalece presença da Fiagril no agronegócio nacional
A Fiagril deu mais um passo em sua estratégia de expansão ao inaugurar uma nova filial em Balsas (MA), consolidando presença em cinco estados e 23 municípios brasileiros. A unidade integra o plano da empresa de ampliar sua atuação nas principais fronteiras agrícolas do país e fortalecer o relacionamento com produtores da região.
Com uma meta de crescimento de 20% nos próximos dois anos, a nova filial já inicia suas operações com uma projeção ambiciosa: alcançar faturamento de R$ 50 milhões na próxima safra.
Entrada definitiva na nova fronteira agrícola do Brasil
Segundo o CEO da Fiagril, Henrique Mazzardo, a chegada ao Maranhão representa a entrada definitiva da companhia na região do MAPITOPA — área que engloba partes do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, considerada uma das novas fronteiras agrícolas mais promissoras do país.
Com 38 anos de experiência, a empresa já atua há 11 anos no Tocantins e há 3 anos no Pará, ampliando agora suas operações para o Maranhão. “A motivação principal está diretamente ligada à nossa cultura expansionista e à crença no potencial dessas regiões. Acreditamos nos produtores locais e confiamos que nosso portfólio diversificado e a experiência acumulada contribuirão para o desenvolvimento regional”, afirmou Mazzardo.
Ele ressaltou ainda o diferencial competitivo da Fiagril, que inclui importação direta de defensivos agrícolas da China, modelos de negociação via barter e assistência técnica qualificada, oferecendo aos clientes soluções completas e custo-benefício competitivo.
Estrutura completa e foco em relacionamento com o produtor
A nova unidade de Balsas (MA) inicia suas operações oferecendo venda de insumos agrícolas, assistência técnica especializada e compra de grãos. Até o segundo semestre de 2026, a filial deverá contar com estrutura própria para armazenagem de defensivos e produtos especiais, ampliando a capacidade operacional e de atendimento.
Assim como nas demais regiões onde atua, a Fiagril oferecerá um modelo de atendimento integrado, que abrange desde a comercialização de insumos até a originação de grãos, logística e suporte técnico.
“O objetivo é estreitar ainda mais o relacionamento com os produtores maranhenses, muitos dos quais já são nossos parceiros, e expandir nossa base de clientes com confiança e proximidade”, destacou o CEO.
Compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro
Mazzardo reforçou que a expansão da Fiagril ocorre em um momento de otimismo no agronegócio, mesmo diante de desafios econômicos e geopolíticos. Para ele, o setor segue sendo protagonista no desenvolvimento do país, sustentado por condições favoráveis de clima, tecnologia e sustentabilidade.
“O agro não para. Mesmo com incertezas econômicas, o Brasil continua crescendo e se destacando no cenário global. O país possui áreas aptas à expansão sustentável, clima favorável e responsabilidade ambiental. Acreditamos no potencial do Maranhão e queremos participar ativamente desse crescimento”, completou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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