AGRONEGÓCIO
Fórum Global Halal Brazil 2025 discutirá sustentabilidade e oportunidades no mercado islâmico mundial
AGRONEGÓCIO
Inscrições abertas para o principal evento sobre o mercado halal no Brasil
A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e a FAMBRAS Halal Certificadora abriram as inscrições para o Global Halal Brazil Business Forum 2025, que acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, a partir das 8h, no WTC Events Center, em São Paulo (SP). O evento é gratuito, possui vagas limitadas. O credenciamento de jornalistas será divulgado nos próximos dias.
Realizado em sua terceira edição, o fórum tem como objetivo principal ampliar a visibilidade e as oportunidades de negócios no mercado global voltado ao consumo muçulmano — um segmento que movimenta US$ 6,25 trilhões, segundo o The State of Islamic Economy Report 2023/2024.
O que é o mercado halal e por que ele cresce no mundo
O mercado halal é composto por produtos e serviços que seguem os preceitos religiosos islâmicos, que determinam práticas éticas e sustentáveis de produção e consumo.
Nos alimentos, por exemplo, há proibição do uso de derivados suínos e álcool, além da exigência de abate conforme os rituais islâmicos. Já nas finanças, o sistema deve evitar juros e especulação, enquanto setores como moda, turismo, cosméticos e medicamentos também seguem diretrizes específicas.
Mesmo com uma população muçulmana inferior a 1%, o Brasil é líder global nas exportações de carne bovina e de frango halal, com US$ 5,7 bilhões enviados anualmente aos 57 países da Organização para Cooperação Islâmica (OCI). O país também tem se destacado na exportação de alimentos de valor agregado, consolidando-se como referência mundial nesse segmento.
Brasil amplia presença no comércio com países islâmicos
Segundo Mohamad Orra Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, o evento reforça a importância estratégica dos países muçulmanos nas exportações brasileiras, especialmente no agronegócio.
“Só para os países da OCI, o Brasil exporta cerca de US$ 28 bilhões em alimentos e bebidas. Essas nações seguem essenciais para nossa economia e tendem a ganhar ainda mais relevância, num cenário em que a diversificação das parcerias comerciais é fundamental para o sucesso internacional”, destacou Mourad.
Sustentabilidade será tema central do Global Halal Brazil 2025
O tema central desta edição será a sustentabilidade nas cadeias de produção halal.
No primeiro dia, as discussões abordarão tendências, inovações e oportunidades do mercado halal, além de debates sobre tecnologia, sustentabilidade e empoderamento feminino.
No segundo dia, as mesas temáticas focarão em turismo, finanças islâmicas, certificações e parcerias estratégicas com países muçulmanos.
Para Mohamed Zoghbi, presidente da FAMBRAS Halal Certificadora, o conceito halal vai além da religião e reflete valores universais de responsabilidade social e ambiental:
“O halal é mais do que um selo. É um compromisso com a vida, com o planeta e com a dignidade nas relações. Está em sintonia com as práticas ESG adotadas por grandes empresas, provando que ética e prosperidade podem caminhar juntas”, afirmou.
Autoridades e líderes empresariais confirmados
Entre os nomes já confirmados estão:
- Luiz Ruas, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA;
- João Campos, CEO da Seara Alimentos;
- Paulo Pianez, diretor global de Sustentabilidade da BRF/Marfrig;
- Nasser Loutah, CEO da Al Islami Food (Emirados Árabes Unidos).
Também são esperadas participações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do chanceler Mauro Vieira e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que deve encerrar o evento.
Congresso Técnico-Científico Halal ocorre em paralelo
Nos dias 27 e 28 de outubro, às 14h, no mesmo local, ocorrerá o Congresso Técnico-Científico Halal (CTec Halal), promovido pela International Halal Academy — o primeiro instituto privado da América Latina dedicado à capacitação e qualificação profissional no mercado halal.
Patrocínio e realização
O Global Halal Brazil Business Forum 2025 conta com patrocínio de MBRF (Marfrig/BRF), Modon, Seara Alimentos, Eco Halal, Emirates, Grupo MHE9, Prime Company, Carapreta Carnes Nobres e SGS.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura realiza reunião para lançamento do calendário de eventos esportivos
-
ESPORTES7 dias atrásCorinthians perde invencibilidade na Libertadores após revés para o Platense na Neo Química Arena
-
POLÍTICA5 dias atrásAudiência pública debate direitos de pacientes com lúpus e aperfeiçoamento da legislação estadual
-
TJ AC6 dias atrásChegada da Humanize IA ao Judiciário brasileiro é anunciada no Fonaje
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco alerta MEIs sobre tentativa de golpe com cobrança falsa de taxas
-
FAMOSOS7 dias atrásCarolina Dieckmann divulga primeiras imagens do filme A Viagem: ‘lately…’
-
FAMOSOS6 dias atrásAndrea Guimarães celebra aniversário em Porto de Galinhas com viagem luxuosa
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura reforça rede de abastecimento para melhorar distribuição de água na parte alta do Bela Vista

