AGRONEGÓCIO
Frango inicia 2026 em queda, mas setor mantém otimismo com exportações recordes e custos sob controle
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Queda nos preços marca o início do ano
O mercado de carne de frango começou 2026 com retração nos preços, acompanhando o comportamento típico do período. De acordo com o Itaú BBA, no relatório Agro Mensal, a combinação de menor demanda doméstica e aumento da oferta pressionou as cotações, embora as exportações recordes e os custos controlados tenham ajudado a preservar as margens da avicultura.
Em São Paulo, o preço da ave inteira congelada acumulou queda de 14% entre o início de janeiro e 9 de fevereiro, com leve recuperação nos últimos dias e valor próximo de R$ 7 por quilo. O movimento foi semelhante ao da carne suína, enquanto as carcaças bovinas mantiveram preços firmes.
Oferta em alta e recorde nas exportações
O aumento da produção também contribuiu para a pressão sobre os preços. Segundo o relatório, o número de abates segue em trajetória de crescimento, impulsionado pelo forte ritmo de alojamentos de pintos em dezembro, 8% acima do mesmo mês de 2024.
Apesar da maior oferta interna, o Brasil atingiu novo recorde histórico de exportações para o mês de janeiro, com 459 mil toneladas embarcadas, alta de 3,6% frente a janeiro de 2025. O preço médio de exportação foi de US$ 1.905 por tonelada, representando aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.
Margens recuam, mas setor segue sustentado por custos estáveis
O spread do frango abatido — diferença entre o preço da carne no atacado e o custo de produção — recuou para 36%, ante 42% no mês anterior. A queda refletiu o ajuste negativo no preço da ave e uma leve alta de 0,6% nos custos. Mesmo assim, as margens permanecem positivas, sustentadas principalmente pelo controle nos preços da ração, especialmente do milho.
Carne de frango ganha competitividade frente à bovina
A redução nas cotações do frango melhorou sua competitividade em relação à carne bovina. Em fevereiro, o preço da ave ficou 24% mais favorável em comparação ao dianteiro bovino, o que deve impulsionar a demanda doméstica e apoiar a recuperação do mercado nos próximos meses.
Perspectivas positivas para o setor
Com o fim do período de menor consumo e o retorno gradual da demanda após o carnaval, o relatório do Itaú BBA indica um cenário de estabilização e possível recuperação nos preços. Caso os alojamentos de janeiro tenham sido menores que os de dezembro, a oferta poderá se ajustar, favorecendo o equilíbrio do mercado interno.
Além disso, as exportações continuam apresentando desempenho robusto, o que deve contribuir para sustentar as cotações, mesmo em meio à expansão da produção.
Custos da ração seguem controlados, mas clima traz incertezas
Os custos de alimentação permanecem em patamar favorável, com a primeira safra de milho superando as expectativas e a safrinha de milho apresentando boas condições até o momento. No entanto, o desempenho da segunda safra ainda depende do ritmo de plantio nas regiões de cerrado, cuja janela ideal se encerra no fim de fevereiro.
O mercado do cereal deve permanecer equilibrado, sem grandes variações de preço, mas seguirá sensível às condições climáticas nos meses de março e abril — fator que pode alterar os custos de produção da avicultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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