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Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul

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O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.

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Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.

No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.

Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.

A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.

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Fonte: Pensar Agro

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Trigo: preços variam no Sul enquanto mercado internacional recua com avanço da colheita nos EUA

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Trigo registra preços distintos no Sul do Brasil e sofre pressão externa com queda em Chicago

O mercado brasileiro de trigo continua operando em ritmo moderado nos estados da Região Sul, com negociações pontuais, baixa liquidez e cautela por parte dos compradores. Enquanto produtores mantêm postura firme nas ofertas, os moinhos evitam ampliar posições diante da demanda ainda limitada. No cenário internacional, as cotações do cereal encerraram a terça-feira (23) em queda na Bolsa de Chicago, pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelas perspectivas favoráveis para a oferta global.

Mercado de trigo segue lento no Sul do país

Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado físico apresenta comportamentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas mantém como característica comum a reduzida movimentação comercial.

No Rio Grande do Sul, o trigo de melhor qualidade é negociado entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada entregue aos moinhos. Já o trigo melhorador alcança até R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes de qualidade inferior registram valores mais baixos. Também foram reportados negócios FOB de menor volume a R$ 1.350 por tonelada, com embarque previsto para julho.

Os moinhos gaúchos já possuem cobertura para boa parte das necessidades de curto prazo e começam a direcionar atenção para agosto. Paralelamente, surgem preocupações relacionadas à próxima safra, especialmente quanto aos custos de produção, comportamento climático influenciado pelo El Niño e riscos fitossanitários ligados à incidência de DON (Deoxinivalenol), uma micotoxina que afeta a qualidade dos grãos.

Além disso, cooperativas localizadas nas regiões Central e Noroeste do estado indicam uma possível redução de até 40% na área cultivada com trigo, embora ainda não haja confirmação oficial. A estimativa da Emater-RS aponta produção próxima de 2,2 milhões de toneladas na safra 2026, volume significativamente inferior às 3,8 milhões a 4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

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Em Santa Catarina, a comercialização também permanece limitada. A dificuldade na venda de farinha segue restringindo novas compras pelos moinhos. Os negócios envolvendo trigo-pão ocorreram em torno de R$ 1.360 por tonelada FOB, enquanto o trigo melhorador foi negociado próximo de R$ 1.400 FOB. No mercado de balcão, os preços permaneceram estáveis na maior parte das regiões produtoras.

No Paraná, predominam operações de oportunidade, motivadas principalmente pela necessidade de liberar espaço para a chegada da safrinha de milho. As indicações de compra variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada CIF nos moinhos, enquanto as ofertas dos vendedores partem de R$ 1.400 FOB.

Nos Campos Gerais, a referência está próxima de R$ 1.420 CIF, enquanto compradores já analisam contratos de trigo novo para setembro ao redor de R$ 1.400 CIF. No Norte do estado, os preços variam entre R$ 1.450 e R$ 1.480 CIF. Já no Sudoeste, os negócios são registrados na faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 FOB.

Bolsa de Chicago recua com avanço da colheita americana

No mercado internacional, os contratos futuros de trigo encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator de pressão foi o avanço mais acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a colheita atingiu 40% da área prevista até o dia 21 de junho. O percentual ficou acima da expectativa média do mercado, estimada em 36%, e superou amplamente a média histórica dos últimos cinco anos, de 24%.

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O relatório também apontou que 54% das lavouras de trigo de primavera estão classificadas entre boas e excelentes condições, um ponto percentual abaixo da semana anterior. Apesar desse recuo, os investidores mantiveram o foco no aumento da disponibilidade global do cereal.

Parte das perdas foi limitada pela revisão negativa da produção russa. A consultoria Sovecon reduziu sua estimativa para a safra de trigo da Rússia em 2026/27 para 88,9 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 90,3 milhões. A área cultivada com trigo no país foi estimada em 25,8 milhões de hectares, o menor nível desde 2014.

Além dos fundamentos de oferta, operadores ajustaram posições antes do início do período de notificações para entrega dos contratos futuros. O mercado também segue monitorando os impactos de um dólar mais forte e da manutenção de juros elevados nos Estados Unidos sobre a competitividade das commodities agrícolas.

Cotações do trigo em Chicago

Os contratos com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 5,86 por bushel, registrando queda de 1,79% no dia.

Já os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 5,97 por bushel, com recuo de 1,72%.

Perspectivas para o mercado

O mercado de trigo segue dividido entre os fundamentos internos e externos. No Brasil, a baixa disponibilidade de negócios e as incertezas em relação à próxima safra sustentam parte dos preços no Sul. No exterior, entretanto, a evolução da colheita norte-americana e a expectativa de ampla oferta global continuam exercendo pressão sobre as cotações.

O comportamento climático nos próximos meses, especialmente nas regiões produtoras brasileiras e nos principais exportadores mundiais, deverá ser determinante para a formação dos preços do cereal no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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