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Frísia distribui R$ 7,2 milhões em resultados agrícolas a 390 cooperados do Paraná e Tocantins

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A Cooperativa Frísia, que completou 100 anos de atuação em 2025, anunciou a distribuição de R$ 7,2 milhões em resultados provenientes da comercialização de produtos agrícolas. O montante será destinado a 390 cooperados dos estados do Paraná e Tocantins, como forma de valorização da produção entregue às unidades da cooperativa.

A iniciativa reforça a política de reconhecimento e retorno financeiro aos associados, fortalecendo a parceria entre produtores e cooperativa.

Distribuição vai além das sobras estatutárias

De acordo com o coordenador comercial de grãos da Frísia, Felype Brustolin Braga, o repasse é diferente das sobras estatutárias que os cooperados recebem anualmente.

“Essa distribuição de resultados de produtos agrícolas não é obrigatória. A Frísia optou por fazê-la como um benefício adicional ao cooperado. Nada melhor do que devolver, de forma proporcional, o que os produtores ajudaram a construir”, explicou Braga.

A medida, segundo ele, tem caráter voluntário e estratégico, reafirmando o compromisso da cooperativa em estimular a fidelização e premiar o desempenho produtivo de seus associados.

Critérios de repasse variam conforme cultura e volume comercializado

Nem todos os cooperados agrícolas recebem a distribuição, que depende de critérios técnicos como tipo de cultura, safra entregue e volume total comercializado.

“O cooperado recebe esse retorno conforme a movimentação do produto entregue à cooperativa. A Frísia só pode realizar o fechamento quando toda a produção for vendida e expedida dos armazéns”, destacou Braga.

O período de distribuição também varia de acordo com o encerramento da comercialização da safra, processo que garante transparência e proporcionalidade na destinação dos recursos.

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Tradição e solidez cooperativista

A Frísia Cooperativa Agroindustrial é uma das mais antigas cooperativas do Brasil, com atuação consolidada em diversos segmentos do agronegócio. Ao longo de sua trajetória centenária, a entidade tem mantido políticas de incentivo à produtividade, sustentabilidade e valorização dos cooperados, impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

Segundo Braga, o modelo de distribuição recorrente de resultados agrícolas vem sendo aplicado ao longo dos últimos anos, reforçando a solidez financeira e a gestão participativa que caracterizam a cooperativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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