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Fruit Attraction São Paulo 2026 reforça projeção internacional da fruticultura brasileira

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A Fruit Attraction São Paulo 2026, que será realizada entre os dias 24 e 26 de março, na capital paulista, promete fortalecer ainda mais a visibilidade internacional da fruticultura brasileira. O evento foi apresentado nesta terça-feira (10), na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com destaque para o papel estratégico da feira na promoção das exportações de frutas do Brasil.

Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) reforçaram que o encontro será uma plataforma global de negócios e inovação para o setor.

Mapa destaca ampliação de mercados e oportunidades para pequenos produtores

Durante a apresentação, o superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, ressaltou que a feira será uma oportunidade única de conexão entre produtores, exportadores e compradores internacionais, beneficiando principalmente os pequenos agricultores.

“Será grande oportunidade para aproximar e conectar o produtor e exportador de frutas, em especial o pequeno agricultor, de potenciais clientes do exterior”, afirmou Steck. Ele lembrou ainda que o ministro Carlos Fávaro vem trabalhando pela abertura de novos mercados — mais de 500 desde 2023, muitos deles voltados à fruticultura — e destacou a relevância do acordo Mercosul-União Europeia para impulsionar o comércio exterior.

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Apex-Brasil anuncia ações estratégicas para exportação de frutas

O analista de negócios da Apex-Brasil, Anderson Dib, classificou a Fruit Attraction São Paulo como uma feira estratégica para a expansão das exportações brasileiras de frutas.

Segundo ele, a Apex atuará em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para promover rodadas de negócios internacionais no âmbito do projeto setorial “Frutas do Brasil”, conectando produtores nacionais a compradores de diferentes continentes.

Evento deve superar resultados de 2025 e ampliar área de exposição

A edição de 2025 da Fruit Attraction São Paulo registrou mais de 16,3 mil visitantes, 400 marcas expositoras de 60 países e R$ 1 bilhão em negócios gerados. Foram 1,5 mil reuniões comerciais realizadas em 15 mil m² de área expositiva, um crescimento de 66% em relação a 2024.

Para 2026, a feira terá estrutura ampliada, com espaços dedicados a insumos, máquinas agrícolas, equipamentos de pós-colheita, logística, embalagens, tecnologias digitais e cadeia fria, reforçando o caráter integrado e inovador do evento.

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Estados produtores e novas atrações confirmadas

O CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, correalizadora da feira em parceria com a IFEMA Madrid, afirmou que os principais estados produtores de frutas do país estarão novamente representados, por meio de secretarias de agricultura e municípios com tradição frutícola, como os do Circuito das Frutas de São Paulo e do Vale do São Francisco (BA e PE).

A programação incluirá o Fruit Fórum, com palestras e debates técnicos, o Cooking Show, com experiências gastronômicas, e uma Rodada de Negócios exclusiva para compradores e fornecedores nacionais e internacionais.

Instituições reforçam apoio à feira

Neste ano, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) e a Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) se juntam à Abrafrutas, apoiadora “master”, como parceiros institucionais da Fruit Attraction São Paulo 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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