AGRONEGÓCIO
Fruticultura brasileira bate recorde em exportações com apoio de acordo UE-Mercosul
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As exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,45 bilhão em 2025, consolidando um recorde pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O desempenho ocorre em meio a um cenário global desafiador, marcado por instabilidades econômicas e aumento de barreiras comerciais, mas reflete o fortalecimento da fruticultura no comércio internacional.
O volume exportado de frutas cresceu 19,6% em comparação a 2024, enquanto a receita teve aumento de 12%. Especialistas apontam o acordo entre Mercosul e União Europeia como um fator estratégico, que promove maior competitividade e abre novos mercados, com destaque para a eliminação imediata de tarifas sobre a uva no bloco europeu.
Mango lidera embarques, mas melão e melancia registram crescimento expressivo
Entre as frutas que mais movimentaram o comércio internacional, a manga manteve a liderança, com US$ 335 milhões em exportações, mesmo apresentando queda de 4% no valor. O resultado foi compensado pelo aumento de 12,59% no volume, com cerca de 280 mil toneladas enviadas ao exterior.
O melão destacou-se com crescimento de 24,9% no valor exportado, totalizando US$ 231 milhões, enquanto a melancia surpreendeu com alta de 57,1%, atingindo US$ 115 milhões em receita. Outras frutas relevantes incluem o limão e a lima, com US$ 199 milhões (+1,5%), e a uva, que exportou US$ 158 milhões, apresentando leve queda de 0,13% no valor, mas aumento de 5,62% no volume para cerca de 62 mil toneladas.
Estratégias de promoção e parcerias ampliam presença global
Segundo a Abrafrutas, o crescimento sustentável das exportações foi resultado da articulação entre setor privado e governo, com ações coordenadas para abertura de mercados, negociação de exigências sanitárias e promoção internacional das frutas brasileiras. Parcerias estratégicas com entidades como a ApexBrasil permitiram a participação em feiras internacionais e o fortalecimento de relações comerciais com compradores qualificados.
O cenário mostra a capacidade de adaptação da fruticultura brasileira, com diversificação de produtos e estratégias comerciais robustas que consolidam o país como um player relevante no mercado global de frutas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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