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Funrural terá aumento de alíquotas a partir de abril e eleva custo para produtores rurais

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Nova legislação altera tributação e impacta diretamente o produtor rural

A aprovação da Lei Complementar nº 224/2025, no fim do ano passado, trouxe mudanças relevantes nos incentivos fiscais que passam a afetar diretamente o setor agropecuário. Entre os principais impactos está o aumento das alíquotas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), com vigência a partir de 1º de abril de 2026.

A medida atinge produtores que realizam o recolhimento da contribuição com base na receita bruta da comercialização, elevando automaticamente a carga previdenciária incidente sobre as operações.

Alíquotas do Funrural sobem para pessoa física e jurídica

De acordo com a advogada e especialista em tributação do agro, Viviane Morales, a mudança representa aumento direto na carga tributária para produtores enquadrados nesse modelo.

Segundo ela:

  • Produtor rural pessoa física: alíquota sobe de 1,5% para 1,63%
  • Produtor rural pessoa jurídica: alíquota passa de 2,05% para 2,23%

O aumento efetivo corresponde a 0,13 ponto percentual para pessoa física e 0,18 ponto percentual para pessoa jurídica.

Impacto é automático para quem tributa sobre a receita bruta

A especialista destaca que o impacto ocorre de forma imediata, já que a contribuição incide diretamente sobre a receita bruta da comercialização.

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Por outro lado, produtores que optaram pelo recolhimento do Funrural com base na folha de pagamento não serão afetados pelas mudanças, uma vez que esse modelo de tributação não foi alterado pela nova legislação.

Revisão do planejamento tributário se torna essencial

Diante do aumento de custos, a recomendação é que produtores rurais revisem seu planejamento tributário para avaliar se o modelo atual de recolhimento continua sendo o mais vantajoso.

A análise deve considerar:

  • O peso da folha de pagamento
  • A carga tributária sobre a comercialização da produção

Esse comparativo pode indicar a necessidade de migração de regime ou ajustes na estratégia fiscal.

Atenção redobrada com obrigações fiscais e notas fiscais

Além da revisão estratégica, será necessário reforçar os cuidados operacionais. A partir de 1º de abril, o recolhimento deverá seguir os novos percentuais, com correta indicação nas notas fiscais.

A expectativa é de intensificação da fiscalização por parte da Receita Federal, o que exige maior rigor no cumprimento das obrigações acessórias.

Setor enfrenta aumento de custos em momento desafiador

Para Viviane Morales, a mudança ocorre em um cenário já desafiador para o agronegócio, elevando a pressão sobre a rentabilidade do produtor.

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Segundo ela, o momento exige adaptação rápida às novas regras, além de maior controle e organização dos processos fiscais, para evitar riscos e garantir conformidade com a legislação vigente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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