RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Gasolina recua levemente e etanol sobe em fevereiro, aponta Edenred Ticket Log

Publicados

AGRONEGÓCIO

Preços dos combustíveis registram comportamentos opostos em fevereiro

O mês de fevereiro apresentou movimentos distintos no mercado de combustíveis no Brasil. De acordo com o Edenred Ticket Log, o preço médio da gasolina teve leve queda de 0,15%, fechando o período em R$ 6,45 por litro, enquanto o etanol apresentou alta de 1,49%, sendo comercializado a R$ 4,77 por litro.

Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que analisa transações reais realizadas em postos de combustíveis em todo o país, garantindo uma média precisa dos preços.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, o cenário mostra uma estabilidade nos preços da gasolina, após meses de variação, enquanto a alta do etanol reflete fatores sazonais e ajustes de oferta e demanda típicos do período entre safras.

Etanol sobe em todas as regiões do país

Todas as regiões registraram aumento no preço do etanol durante fevereiro. O Nordeste apresentou a maior alta, com avanço de 1,59%, elevando o preço médio para R$ 5,11. No Norte, o combustível segue como o mais caro do país, com média de R$ 5,34 (+0,75%).

Leia Também:  Seguro rural avança no Congresso: Câmara aprova reforma com fundo de catástrofe, juros menores e prioridade no crédito

O Sudeste manteve o etanol mais competitivo, com valor médio de R$ 4,69 (+1,52%), favorecendo o abastecimento nas praças paulistas e mineiras, principais polos produtores do biocombustível.

Gasolina registra leve queda na maioria das regiões

Já o preço da gasolina acompanhou a tendência nacional de queda na maior parte das regiões. Centro-Oeste e Sul apresentaram os maiores recuos, ambos de 0,46%. O Nordeste foi a única região a registrar aumento, de 0,15%, chegando a R$ 6,53 por litro.

O Norte teve o preço mais alto do país, R$ 6,83, mantendo estabilidade em relação a janeiro, enquanto o Sudeste registrou o valor mais competitivo, R$ 6,33 (-0,16%).

Diferenças regionais e estaduais marcam o comportamento dos preços

No recorte por estados, o etanol mais caro do Brasil foi encontrado no Amazonas, a R$ 5,47 (-0,18%), enquanto o menor preço foi registrado em São Paulo, a R$ 4,58, mesmo com alta de 1,78%.

O maior aumento mensal ocorreu em Pernambuco, com elevação de 4,03%, alcançando R$ 5,16. Já Roraima e Amazonas tiveram as maiores quedas, ambas de 0,18%.

Leia Também:  Inflação acelera em março e IPCA sobe 0,88%, com pressão de transportes e alimentos

No caso da gasolina, Roraima segue liderando com o maior preço médio nacional, R$ 7,42 (+0,13%), enquanto a Paraíba registrou o menor valor, R$ 6,16 (-0,65%). O Ceará teve o maior aumento (+1,82%), e o Distrito Federal, a maior redução (-1,35%).

Etanol é vantajoso em apenas seis estados

Segundo o IPTL, o aumento expressivo do preço do etanol limitou sua competitividade frente à gasolina, sendo vantajoso apenas em seis estados brasileiros. Ainda assim, o biocombustível segue como alternativa ambientalmente mais sustentável, com menor emissão de poluentes e redução da pegada de carbono, destaca Mascarenhas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

Publicados

em

Por

As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

Leia Também:  Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

Leia Também:  "Rota da Alegria" estreia em março e promete consolidar Minas Gerais como destino nacional do off-road

Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA