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Gestão e eficiência se tornam pilares estratégicos do agronegócio brasileiro

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Eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser essencial

Em um cenário marcado por margens estreitas, custos elevados e maior pressão por produtividade, a gestão eficiente deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a se tornar um dos pilares centrais do agronegócio brasileiro.

Hoje, o desafio do setor não é apenas produzir bem, mas integrar processos, tecnologia e estratégia para garantir resultados sustentáveis e consistentes.

Lideranças do agro ganham destaque na transformação do setor

O perfil das lideranças do agronegócio tem se transformado. Executivos capazes de traduzir complexidade em eficiência operacional e resultados sustentáveis assumem papel central na evolução do setor.

Para Eduardo Navarro, CEO da Allterra, a mudança é estrutural e veio para ficar.

“O agro brasileiro sempre foi muito forte em produção, mas agora vive uma virada importante, em que a gestão passa a ter o mesmo peso estratégico que o campo. Eficiência hoje não é mais sobre fazer melhor, é sobre garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, afirma.

Integração de processos como estratégia de competitividade

Na prática, a eficiência significa que a cadeia produtiva deve estar cada vez mais conectada. Decisões deixam de ser isoladas e passam a considerar múltiplas variáveis: do manejo ao financeiro, da tecnologia ao impacto ambiental.

“A fragmentação dá lugar à integração. Quem consegue ter uma visão sistêmica da operação consegue capturar ganhos relevantes de eficiência”, destaca Navarro.

Tecnologia e digitalização impulsionam resultados

O protagonismo da gestão eficiente é reforçado pelo avanço da digitalização e pela necessidade de maior previsibilidade nos resultados. Ferramentas tecnológicas, análise de dados e soluções integradas se tornam aliadas estratégicas na tomada de decisão, permitindo otimização de custos e melhor desempenho operacional.

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Reconhecimento e destaque no setor

O papel estratégico da gestão também se reflete em premiações recentes. Eduardo Navarro foi um dos destaques na categoria “Gestão e Eficiência” do prêmio 100 Mais Influentes do Agronegócio 2026, iniciativa que reúne líderes que estão moldando o futuro do setor.

O reconhecimento reforça que gestão, inovação e sustentabilidade estão no centro da nova dinâmica do agronegócio.

Futuro do agro começa no solo vivo

À frente da Allterra, plataforma de inteligência regenerativa que conecta biociência e soluções integradas, Navarro reforça que a evolução do agro começa no solo.

“Não basta adotar tecnologia. É preciso integrá-la com inteligência, conectar ciência, resultado e propósito. A evolução da agricultura começa no solo. É de lá que vem tudo o que fazemos”, afirma.

A expectativa é que essa tendência se intensifique nos próximos anos, consolidando um novo padrão de competitividade no agro brasileiro, em que produzir bem continua essencial, mas gerir melhor se torna decisivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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