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Goiás inicia período de transplantio do tomate com foco no controle da mosca-branca, alerta Agrodefesa

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Transplantio do tomate em Goiás começa em 1º de fevereiro

A partir deste domingo (1º/2), produtores de tomate em Goiás estão autorizados a iniciar o transplantio das mudas, conforme determina a Instrução Normativa nº 6/2011 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A medida estabelece ações para o controle da mosca-branca (Bemisia tabaci, biótipo B) e do geminivírus, doenças que afetam diretamente a produtividade da cultura.

O período de transplantio segue até 30 de junho de 2026, abrangendo tanto o tomate rasteiro quanto o tomate tutorado.

Goiás lidera a produção nacional de tomate

Reconhecido como o maior produtor de tomate do Brasil, o estado de Goiás reforça seu compromisso com as boas práticas agrícolas. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que o cumprimento das medidas fitossanitárias é essencial para manter a produtividade e competitividade do setor.

“Para que Goiás continue crescendo na produção e mantendo sua posição de liderança, é fundamental que os produtores sigam as medidas previstas. Elas fazem parte do Manejo Integrado de Pragas, auxiliando no controle da mosca-branca, principal ameaça à tomaticultura goiana”, afirma Caixeta Ramos.

Municípios com autorização para transplantio

O tomate rasteiro pode ser transplantado em todos os 246 municípios goianos durante o período estabelecido. Já o tomate tutorado segue o mesmo calendário — de 1º de fevereiro a 30 de junho —, mas é autorizado apenas em Morrinhos, Itaberaí, Turvânia, Cristalina, Luziânia, Silvânia, Orizona, Vianópolis, Palmeiras de Goiás, Piracanjuba e Goianésia.

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No caso de Morrinhos, há regras específicas para as microrregiões Sul e Norte, conforme as Instruções Normativas nº 2/2008 e nº 2/2021 da Agrodefesa.

Controle da mosca-branca é prioridade

De acordo com Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, o calendário de plantio e transplantio tem papel fundamental na redução da disseminação de pragas e doenças.

“O objetivo é diminuir a população da mosca-branca, especialmente aquela associada ao tomate, que tem alta capacidade de transmitir geminivírus. Ao respeitar o calendário oficial, reduzimos a fonte de contaminação para os cultivos seguintes”, explica Macedo.

Ele ressalta que a adesão ao cronograma traz vantagens econômicas e ambientais, como redução de custos de produção, menor uso de agrotóxicos e menor exposição dos trabalhadores a produtos químicos.

Cadastro de lavouras é obrigatório

Além das práticas fitossanitárias, os produtores devem registrar suas lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) em até 15 dias após o início do transplantio. O cadastro pode ser feito pelo proprietário, arrendatário ou ocupante da área, seja para tomate rasteiro ou tutorado.

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Segundo Heloisa Rocha, coordenadora do Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas em Tomate, é considerado lavoura o talhão transplantado em até 15 dias, e esse critério deve ser seguido no momento do registro.

“Além do cadastro, é obrigatória a eliminação dos restos culturais até 10 dias após a colheita e a destruição de plantas voluntárias de tomate logo que surgirem. Essas medidas são fundamentais para o controle efetivo da mosca-branca”, reforça Rocha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

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Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

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Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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