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Governo amplia crédito e destina R$ 2 bilhões para safra 2025/2026

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O Governo de Minas Gerais anunciou nesta semana um pacote recorde de R$ 2 bilhões em financiamentos para a safra 2025/2026 do agronegócio. O montante será operado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e representa um aumento de 40% em relação ao ciclo anterior, quando foram liberados R$ 1,4 bilhão.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o crédito reforça a relevância do setor, que responde por 22% do PIB mineiro, segundo a Fundação João Pinheiro. Só no primeiro semestre de 2025, metade de todos os financiamentos concedidos pelo BDMG foi destinada ao agronegócio, consolidando-o como principal motor da economia estadual.

Dentro do Plano Safra, o banco vai oferecer R$ 614 milhões em sete linhas de crédito, volume quase três vezes maior que o do ciclo passado. Pela primeira vez, o BDMG atuará com recursos do Pronamp, voltado ao médio produtor rural, permitindo investimentos na compra de máquinas, recuperação de pastagens e modernização de estruturas. Outras linhas contemplam construção de armazéns, adoção de tecnologias e práticas ligadas à agricultura sustentável.

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O café, carro-chefe da produção mineira, também terá reforço. O BDMG operará R$ 316 milhões via Funcafé, um aumento de 36% em relação à safra anterior. Além das linhas já tradicionais — como financiamento de comercialização, compra direta e capital de giro — a novidade será o Funcafé Custeio, que libera recursos para insumos, adubos, sementes e processos de secagem. Os valores poderão ser acessados diretamente pelos cafeicultores ou por meio de cooperativas.

Desde 2018, o banco tem desembolsado integralmente os recursos recebidos do Funcafé, somando mais de R$ 2,5 bilhões em apoio ao setor. A expectativa do governo estadual é que a nova rodada de financiamentos amplie a competitividade dos produtores mineiros e fortaleça a liderança do estado em cadeias estratégicas, como a do café, grãos e pecuária.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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