AGRONEGÓCIO
Governo da Bahia leva inovação, serviços e sustentabilidade ao Pavilhão Oficial da Fenagro 2025
AGRONEGÓCIO
A Fenagro 2025, programada para ocorrer entre 29 de novembro e 7 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, contará com forte presença do Governo da Bahia. Mais de 40 instituições estaduais e federais estarão reunidas no Pavilhão do Governo, um espaço dedicado a inovação, cidadania e fortalecimento do desenvolvimento rural, aproximando o campo da população urbana por meio de tecnologia, serviços e políticas públicas.
Seagri lidera ações tecnológicas e serviços ao produtor
Anfitriã do pavilhão, a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) prepara uma série de atividades voltadas ao setor agropecuário. O público terá acesso a demonstrações tecnológicas, análises laboratoriais e ao tradicional Concurso do Mel, promovido pelo Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (Cetab).
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) oferecerá minicursos e seminários sobre sanidade animal e vegetal. Já a Bahia Pesca apresentará projetos voltados a pescadores, marisqueiras e aquicultores, incluindo tanques de tilápias e camarões. Ambos os órgãos são vinculados à Seagri.
Experiências imersivas destacam inovação e sustentabilidade
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) promoverão uma experiência sensorial sobre a Mata Atlântica, recriando elementos do ecossistema e ressaltando seus serviços ambientais. Também haverá atividades do programa Bahia Sem Fogo, com recursos de realidade virtual que ilustram os impactos das queimadas.
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) apresentará iniciativas de bioeconomia e inovação sustentável, reforçando o compromisso com soluções tecnológicas alinhadas à preservação ambiental.
No mesmo eixo, a Cerb exibirá um dessalinizador em funcionamento, capaz de transformar água salobra em potável em tempo real. O estande também contará com maquetes interativas e experiências virtuais sobre o funcionamento de barragens.
A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) destacará tecnologias acessíveis para a agricultura familiar. A Embrapa apresentará novas variedades de frutas, bioinsumos, cultura de tecidos e técnicas de controle biológico, enquanto a Ceplac mostrará o percurso “do cacau ao chocolate”, incluindo demonstrações do sistema cabruca e degustações.
Crédito, investimentos e oportunidades de mercado
Para quem busca ampliar negócios, a Desenbahia levará linhas de financiamento destinadas à compra de equipamentos. A Bahiainveste, em parceria com ApexBrasil, Fieb e Sebrae, apresentará projetos de atração de investimentos e iniciativas de internacionalização empresarial.
A Conab destacará o Programa de Venda em Balcão, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) mostrará políticas públicas de incentivo à produção e inclusão produtiva.
Serviços de saúde, cidadania e inclusão social
Além das ações voltadas ao agronegócio, o pavilhão também reunirá serviços essenciais ao cidadão. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) ofertará vacinação, e a Hemoba realizará cadastros de doadores de medula óssea. Consumidores poderão buscar atendimento no Procon e participar das atividades de segurança alimentar promovidas pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).
A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) promoverá uma feira com artesanato e produtos da agricultura familiar, valorizando o empreendedorismo feminino. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apresentará peças artesanais e hortaliças produzidas por internos em programas de ressocialização. A Sudesb divulgará projetos voltados ao esporte, enquanto a Fundação Pedro Calmon (FPC) estimulará o hábito da leitura com o projeto “Leve e Leia”.
Educação para o trânsito e ações de segurança pública
O Detran-BA levará ao evento a Pista Orientadora, uma atração interativa que simula situações reais do trânsito e ensina, de forma lúdica, boas práticas de mobilidade urbana para crianças, jovens e adultos.
As forças de segurança do estado também participarão com atividades educativas. A Polícia Civil apresentará cães adestrados e realizará ações de conscientização; a Polícia Militar, por meio da Companhia de Polícia Ambiental, exibirá equipamentos e práticas de preservação; e o Corpo de Bombeiros mostrará técnicas de salvamento e primeiros socorros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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