AGRONEGÓCIO
Cotrijal investe em tecnologia e acelera transformação digital com SAP para otimizar gestão de cadastros e operação no agro
AGRONEGÓCIO
A Cotrijal, maior cooperativa agropecuária do Rio Grande do Sul, está avançando em seu processo de transformação digital com a implementação do sistema SAP S/4HANA. O projeto integra um conjunto de iniciativas voltadas à modernização da gestão, com foco na padronização e automação dos cadastros corporativos, etapa considerada estratégica para a eficiência operacional.
Projeto busca padronizar e automatizar gestão de dados cadastrais
A cooperativa iniciou a estruturação de uma nova arquitetura de gestão de cadastros, com o objetivo de garantir maior consistência, controle e governança das informações utilizadas em toda a operação.
A iniciativa inclui a adoção da tecnologia de gestão de cadastros da Akquinet, que será responsável por apoiar a migração dos dados do sistema legado para o SAP S/4HANA, além de gerir todo o ciclo de vida dos registros dentro da cooperativa.
Com a solução, a Cotrijal espera melhorar o controle de fluxos de trabalho, validações e formulários relacionados à criação e manutenção de cadastros, reduzindo falhas operacionais e retrabalho.
Integração impacta toda a cadeia operacional da cooperativa
A estrutura operacional da Cotrijal é ampla e diversificada, incluindo 76 unidades de recebimento de grãos, além de Unidade de Beneficiamento de Sementes, Fábrica de Rações, operação de combustíveis (TRR), 31 lojas, 14 supermercados e um atacado.
Nesse contexto, a padronização de dados é considerada essencial para garantir eficiência em áreas como compras, estoque, logística e processos fiscais, que dependem diretamente da integridade das informações cadastrais.
Segundo o CEO da Akquinet Brasil, Leonardo Libardi, a governança de dados será decisiva para o sucesso da operação.
“Cadastros inconsistentes podem gerar impactos em diferentes áreas, desde compras até o setor fiscal. A padronização evita esses gargalos e melhora o desempenho do sistema como um todo”, explicou.
Tecnologia acelera implantação do SAP e fortalece governança
A solução MDM+ BRO, desenvolvida pela Akquinet, tem previsão de entrada em operação até julho. Por ser um plug-in, não exige integração complexa com o SAP, o que reduz o tempo de implantação e facilita a adoção pelos usuários.
A ferramenta permite automatizar regras de validação e garantir maior consistência dos dados desde a origem, contribuindo para decisões mais rápidas e seguras dentro da cooperativa.
Entre os principais objetivos do projeto estão:
- Aumento da eficiência operacional
- Padronização de processos cadastrais
- Maior agilidade na tomada de decisão
- Redução de erros e retrabalho
- Fortalecimento da governança de dados
Agronegócio impulsiona demanda por governança de dados
A Akquinet destaca que o projeto na Cotrijal reforça a importância crescente da governança de dados no agronegócio, setor que depende da integração entre cooperativas, fornecedores, indústria e logística.
A empresa, de origem alemã, registrou crescimento de 19,6% em 2025 e tem ampliado sua atuação no setor agroindustrial, atendendo empresas como Stara, SLC Agrícola, Nutrien, Cenibra, Kepler Weber e a cooperativa Castrolanda.
Segundo Libardi, a governança cadastral se tornou um pilar estratégico no setor.
“O agro exige integração entre diferentes elos da cadeia. Sem dados consistentes, não há rastreabilidade nem eficiência operacional”, afirmou.
Cotrijal avança em modernização e reforça competitividade no agro
Com o avanço da digitalização e a adoção de ferramentas de gestão de dados, a Cotrijal reforça sua estratégia de modernização e busca ampliar a eficiência em toda a sua cadeia operacional.
O projeto de governança cadastral é considerado um dos pilares da nova fase da cooperativa, alinhando tecnologia, controle e integração para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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