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GreenFarm 2025 amplia foco em tecnologia com Espaço da Inovação e lançamento de hackathon inédito

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A GreenFarm 2025, que acontece entre os dias 17 e 20 de setembro no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, chega à sua segunda edição com foco ampliado na inovação tecnológica no campo. Um dos principais destaques será o Espaço da Inovação, criado em parceria com o AgriHub, que reunirá mais de 15 empresas e startups do ecossistema agropecuário.

Espaço da Inovação: ponte entre tecnologia e campo

O novo ambiente dentro da feira visa impulsionar o empreendedorismo rural e conectar soluções tecnológicas diretamente ao produtor. Startups especializadas em rastreabilidade bovina, ESG, comercialização de produtos, controle de pragas e gestão de processos agroindustriais estarão presentes, incluindo nomes como Gado Certo, FertiHedge, Arroba Plus, upCampo e NoFlame.

De acordo com Randala Lopes, idealizadora da GreenFarm, o espaço consolida a feira como um centro de ideias aplicadas ao agronegócio:

“Vamos receber startups que estão moldando o futuro do agro. Elas terão a oportunidade de apresentar suas soluções diretamente ao mercado.”

Erika Segóvia, gerente de inteligência e novos negócios do AgriHub, reforça o papel estratégico da iniciativa:

“A GreenFarm é uma vitrine de inovação que conecta produtores, investidores e parceiros. Isso acelera a adoção de novas tecnologias no campo.”

Além de apresentar soluções, o espaço promoverá conexões entre startups, empresas e profissionais do setor.

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Hackathon “Celeiro dos Campeões” leva inovação acadêmica para a prática

A inovação também estará presente por meio do Hackathon “Celeiro dos Campeões”, promovido pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT (FAAZ). A competição reunirá estudantes, pesquisadores e profissionais de áreas como agronomia, TI e administração, com o objetivo de criar soluções tecnológicas para desafios reais do setor agropecuário.

O professor João Costa Júnior, coordenador do projeto, explica:

“Queremos incentivar a inovação aplicada ao agro, com propostas que dialoguem com pequenos, médios e grandes produtores. O hackathon é uma oportunidade de desenvolver ideias de forma prática, com impacto real.”

Com 24 horas de imersão e mentoria, o desafio premiará as três melhores equipes com dinheiro, certificações e mentorias. A equipe vencedora receberá R$ 6 mil e terá a chance de apresentar sua proposta no palco principal do evento, diante de possíveis investidores.

As inscrições estão abertas até o dia 9 de setembro pelo site www.celeirodoscampeoes.com.br, onde também estão disponíveis o regulamento, critérios de avaliação e premiação.

Inovação como eixo estratégico do evento

A criação do Espaço da Inovação é parte de uma estratégia maior da GreenFarm para aproximar academia, mercado e produtores, estimulando o surgimento de soluções tecnológicas viáveis para o agronegócio.

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Segundo Randala Lopes:

“Queremos dar visibilidade a ideias promissoras, transformando inovação em negócios prontos para investimento e aplicação no campo.”

GreenFarm cresce e se consolida como principal feira da Baixada Cuiabana

Organizada pelo Grupo Farmers, a GreenFarm já é considerada uma das maiores feiras de inovação e negócios do agronegócio no Centro-Oeste. Em 2024, o evento movimentou mais de R$ 100 milhões em negócios e atraiu cerca de 10 mil pessoas, incluindo visitantes de seis países.

Para 2025, a expectativa é superar esses números com uma programação ainda mais diversificada, que inclui:

  • Exposição de animais
  • Leilões de bovinos e equinos
  • Palestras técnicas e painéis
  • Encerramento do Circuito Fazenda Rosa
  • Ações voltadas à piscicultura, em parceria com a AQUAMAT
Festival Rústico encerra programação com show nacional

A GreenFarm 2025 será encerrada no dia 20 de setembro com o Festival Rústico, que terá seis horas de open food e show nacional com o cantor Ralf, proporcionando um momento de confraternização para expositores, visitantes e parceiros.

GreenFarm 2025 promete unir tecnologia, negócios e entretenimento em uma experiência completa para quem vive e faz o agro evoluir.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de cacau entra em alerta com risco de El Niño e ameaça de seca na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau segue convivendo com um cenário de contrastes. De um lado, a expectativa de recuperação da oferta global e a perspectiva de superávit nos próximos meses pressionam os preços. De outro, os riscos climáticos nas principais regiões produtoras do mundo continuam alimentando a volatilidade e impedindo movimentos mais acentuados de queda.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a combinação entre previsões de chuvas abaixo da média na África Ocidental e o aumento das chances de formação do fenômeno El Niño mantém o mercado em estado de alerta, especialmente em um momento decisivo para o desenvolvimento da próxima safra.

Preços acumulam forte valorização no mês

Apesar do viés baixista predominante nos fundamentos do mercado, os contratos futuros registraram ganhos expressivos ao longo de maio.

Na semana encerrada em 29 de maio, o cacau foi negociado a US$ 3.923 por tonelada em Nova York e a 2.975 libras esterlinas por tonelada em Londres. No acumulado mensal, as cotações avançaram 12,3% e 13,5%, respectivamente.

Segundo a analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Carolina França, os movimentos recentes foram impulsionados principalmente por fatores técnicos e ajustes de posicionamento dos investidores.

O mercado também acompanhou informações sobre uma possível safra mais robusta na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, além de preocupações relacionadas à qualidade das amêndoas produzidas na África Ocidental. Ainda assim, não houve alterações significativas nos fundamentos globais de oferta e demanda.

Clima continua sendo o principal fator de risco

As condições meteorológicas permanecem no centro das atenções do setor cacaueiro.

Na Costa do Marfim, os volumes de chuva seguem acima dos registrados no ciclo anterior e próximos da média histórica, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Em Gana, segundo maior produtor da região, as precipitações também apresentam desempenho positivo, contribuindo para o potencial produtivo da safra.

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Entretanto, especialistas alertam que o excesso de umidade também pode aumentar a incidência de doenças e dificultar parte das operações de campo.

O principal ponto de atenção está nas previsões climáticas para junho. Modelos meteorológicos indicam redução das chuvas em algumas áreas da África Ocidental durante as próximas semanas, justamente em um período considerado estratégico para a formação da safra 2026/27.

Essa fase corresponde ao florescimento das plantas que irão originar a principal colheita da próxima temporada, prevista para começar em outubro.

Caso o déficit hídrico se confirme e se prolongue ao longo do mês, o potencial produtivo poderá ser impactado, oferecendo sustentação adicional aos preços internacionais.

El Niño aumenta incertezas para a produção mundial

Outro fator que vem preocupando o mercado é o fortalecimento das expectativas para o retorno do fenômeno El Niño.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho. As projeções indicam ainda que o evento poderá permanecer ativo durante o inverno 2026/27 do Hemisfério Norte.

Os modelos climáticos apontam que a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 pode ultrapassar 1,5°C e atingir até 2°C a partir de setembro, caracterizando um episódio de forte intensidade.

Historicamente, o El Niño provoca alterações significativas nos regimes de chuva em diversas regiões produtoras de commodities agrícolas.

No caso do cacau, o fenômeno costuma favorecer condições mais secas em áreas da África Ocidental e Central, além de partes da América Central e do norte do Brasil. Em contrapartida, pode aumentar os volumes de precipitação em países como Peru e Equador.

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Além das mudanças no regime de chuvas, especialistas também monitoram a possibilidade de ondas de calor mais frequentes tanto na África quanto na América do Sul.

Mercado deve continuar reagindo rapidamente às notícias climáticas

Mesmo com a perspectiva de superávit global e estoques certificados elevados nas bolsas internacionais, o mercado de cacau continua extremamente sensível a qualquer mudança nas condições meteorológicas.

A avaliação dos analistas é que a formação do El Niño adiciona um importante componente de incerteza para os próximos meses, especialmente porque seus impactos variam de acordo com a intensidade do fenômeno e sua interação com fatores regionais, como os ventos Harmattan e o sistema de monções da África Ocidental.

Dessa forma, a tendência é que os preços continuem reagindo rapidamente a novas informações sobre o clima, a evolução das lavouras e a oferta global.

Perspectiva para o setor

Para produtores, exportadores, indústrias e investidores, o monitoramento climático deverá permanecer como um dos principais indicadores de mercado ao longo de 2026.

Embora o cenário atual ainda aponte para uma recuperação parcial da oferta mundial, os riscos associados ao clima continuam elevados. A evolução das chuvas na África Ocidental, o desenvolvimento do El Niño e o comportamento da demanda global serão determinantes para definir a trajetória dos preços do cacau nos próximos meses.

Em um mercado historicamente sensível às condições climáticas, qualquer alteração relevante na produção das principais regiões exportadoras pode desencadear novos movimentos de valorização e ampliar a volatilidade das negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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