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Greening: fiscalização reforçada protege liderança do Brasil no mercado mundial de suco de laranja

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O Brasil reforça as ações de defesa sanitária vegetal para proteger uma das cadeias mais estratégicas do agronegócio nacional: a citricultura. Em meio ao avanço do Greening (Huanglongbing/HLB), considerada a doença mais devastadora da produção de laranja no mundo, Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas) intensificam o monitoramento fitossanitário em pomares, viveiros e áreas de circulação de mudas e frutos em todo o país.

A operação funciona como um verdadeiro “check-up” permanente da produção citrícola brasileira, com foco em impedir a disseminação da doença e preservar a liderança do Brasil no mercado internacional de suco de laranja.

Segundo dados da CitrusBR, o país é responsável por cerca de 75% do comércio global da bebida. Na prática, isso significa que três de cada cinco copos de suco de laranja consumidos no planeta têm origem em pomares brasileiros, resultado sustentado por um rigoroso sistema de vigilância sanitária e rastreabilidade.

Fiscalização é considerada essencial para evitar colapso produtivo

As ações conduzidas pelos Auditores incluem levantamento fitossanitário em propriedades rurais, fiscalização do trânsito vegetal, inspeção de viveiros e monitoramento do psilídeo, inseto transmissor do Greening. O trabalho segue as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com os órgãos estaduais de defesa agropecuária.

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O controle rigoroso sobre mudas e materiais vegetais é apontado como uma das principais barreiras para evitar a disseminação da doença entre regiões produtoras. Sem esse sistema de fiscalização, especialistas alertam que a cadeia citrícola brasileira poderia enfrentar perdas severas de produtividade, comprometendo exportações, abastecimento interno e preços ao consumidor.

O cenário é comparado ao ocorrido na Flórida, nos Estados Unidos, onde o avanço do Greening provocou forte redução na produção de laranja ao longo dos últimos anos.

Defesa agropecuária sustenta competitividade internacional

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo, afirma que a defesa agropecuária exerce papel estratégico para a economia brasileira e para a segurança alimentar.

Segundo ele, o trabalho dos Auditores funciona como uma barreira técnica indispensável para preservar a competitividade do produto nacional no exterior e proteger o consumidor brasileiro dos impactos econômicos provocados por eventuais crises sanitárias.

“A defesa agropecuária é o escudo que mantém a competitividade do nosso produto no exterior e a fartura na mesa dos brasileiros. O mundo depende do nosso suco, e o trabalho dos Auditores é a barreira real que impede que o Greening destrua esse patrimônio nacional”, destaca Janus Pablo.

Estratégia combina erradicação, manejo e mudas sadias

Desde a primeira detecção da doença no Brasil, em 2005, a atuação coordenada dos Affas tem sido considerada decisiva para conter o avanço do Greening nas regiões produtoras.

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As estratégias adotadas atualmente são sustentadas por três pilares principais:

  • erradicação de plantas contaminadas;
  • manejo integrado do psilídeo transmissor;
  • utilização de mudas certificadas e sadias.

O setor também enfrenta desafios crescentes relacionados às mudanças climáticas e à pressão fitossanitária, fatores que ampliam os riscos de disseminação de pragas e doenças nos pomares.

Brasil mantém vigilância para atender mercados mais exigentes

Em um mercado internacional cada vez mais rigoroso em relação à rastreabilidade e à segurança fitossanitária, o fortalecimento da defesa agropecuária é visto como peça-chave para garantir a continuidade das exportações brasileiras.

A presença dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários nas ações de prevenção e controle sanitário é considerada fundamental para assegurar que o suco de laranja brasileiro continue chegando aos principais mercados globais com qualidade, segurança e conformidade sanitária.

Com isso, o país busca preservar não apenas sua liderança mundial nas exportações, mas também a sustentabilidade econômica de toda a cadeia citrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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