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Grupo de confinamento lança trava antecipada para boi gordo e amplia proteção aos pecuaristas

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O mercado do boi gordo atravessa um momento de transição e os especialistas já projetam um cenário de valorização nos próximos meses. No entanto, a volatilidade segue sendo uma característica marcante do setor, influenciada por fatores como consumo interno, volume de abate de fêmeas e exportações de carne bovina.

Oscilações recentes reforçam necessidade de proteção

Nos últimos anos, episódios pontuais evidenciaram a fragilidade do mercado. Em 2023, o anúncio de um caso atípico de vaca louca provocou embargo temporário da China e queda de cerca de R$ 20 na arroba em menos de 15 dias. Já em 2024, entre janeiro e maio, o valor no mercado físico paulista — referência nacional — recuou de R$ 247 para abaixo de R$ 220, acumulando perdas superiores a 10% em menos de quatro meses.

“Historicamente, o segundo semestre costuma ser mais favorável. Mas as oscilações de um mês para outro são normais e exigem atenção do pecuarista, que precisa enxergar as oportunidades e não apenas os riscos”, explica Vanderlei Finger, gerente geral de Compra de Gado da MFG Agropecuária.

Como funciona a trava de preço na B3

Uma das principais ferramentas para mitigar riscos é o uso de contratos futuros de boi gordo negociados na B3. A operação permite vender hoje, com preço fixado, uma arroba que será entregue no futuro. Assim, caso a cotação caia no vencimento, o pecuarista garante a receita planejada.

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Há também a opção da PUT, conhecida como “seguro da arroba”, que assegura um preço mínimo. Embora tenha custo, é uma estratégia eficaz quando bem planejada. Outra tática é antecipar a compra de reposição logo após o envio dos animais ao confinamento, aproveitando eventuais altas de preços para valorização do lote.

Nova modalidade: trava por antecipação

Inovando no segmento, a MFG Agropecuária lançou no Brasil a trava por antecipação. Nessa modalidade, antes mesmo de enviar os bovinos ao confinamento, a equipe da empresa visita a propriedade, avalia o rebanho, projeta o ganho de peso e estima o tempo até o abate para definir a trava.

“Se o produtor quer garantir margens daqui dois, cinco ou seis meses, ele pode fazer isso antecipadamente. O confinamento evoluiu e hoje é uma ferramenta estratégica para dar novo rumo ao negócio”, afirma Finger.

Benefícios para o pecuarista

Além de proteger margens, o hedge proporciona previsibilidade no fluxo de caixa, planejamento de manejo e reposição, além de disciplina na comercialização, evitando vendas apressadas em momentos de baixa.

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Segundo a MFG, em algumas parcerias de engorda, o serviço de venda na B3 já está incluído, reduzindo burocracia para o criador, que precisa apenas separar o lote destinado ao confinamento.

Mercado do boi gordo exige estratégias inteligentes

O boi gordo é influenciado por clima, câmbio, exportações, consumo interno e políticas sanitárias — variáveis fora do controle do produtor. Por isso, a decisão de se proteger ou não é estratégica. Travar preços na B3 não é apenas uma ação financeira, mas uma forma de garantir poder de decisão em um mercado cada vez mais competitivo.

Serviço

Pecuaristas interessados em confinar animais com a MFG podem entrar em contato pelo WhatsApp “Alô Pecuarista” no número (65) 2193-8765. A empresa também promoverá um dia de campo em Sabino (SP) em 15 de agosto de 2025 e marcará presença na Exposerra, em Tangará da Serra (MT), de 10 a 13 de setembro, em parceria com a Marfrig e a Agropecuária Jacarezinho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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