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IBGE eleva estimativa da safra de café e Brasil pode alcançar produção recorde em 2026
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A safra brasileira de café em 2026 deve atingir 64,1 milhões de sacas de 60 quilos, segundo nova estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um aumento de 3,9% em relação à projeção de janeiro e indica possibilidade de produção recorde no país.
A colheita do grão deve começar no próximo mês nas principais regiões produtoras.
Além da revisão para cima nas estimativas, o volume projetado também representa um crescimento de 11,5% em comparação com a safra de 2025, consolidando a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial de café.
Produção de café arábica impulsiona crescimento da safra
O principal fator que explica a revisão positiva nas estimativas é o desempenho esperado para o café arábica, variedade predominante na produção brasileira.
Segundo o IBGE, a produção de arábica foi estimada em 43,9 milhões de sacas, o que representa alta de 5,6% em relação à projeção divulgada em janeiro.
De acordo com o instituto, o aumento está relacionado ao ciclo natural da cultura, já que os anos pares costumam apresentar maior produtividade.
“O crescimento da produção em 2026 está relacionado às características da espécie, que em anos pares tende a produzir mais. Além disso, as condições climáticas têm favorecido as lavouras do centro-sul, e os problemas climáticos observados nas principais regiões produtoras, até o momento, foram pontuais”, informou o IBGE.
Produção de café canéfora deve recuar em relação a 2025
Já para o café canéfora, que inclui as variedades robusta e conilon, a estimativa é de produção de 20,2 milhões de sacas em 2026.
O número representa leve alta de 0,4% em relação à projeção de janeiro, mas indica queda de 3,7% em comparação com a produção registrada em 2025.
Segundo o IBGE, a redução na comparação anual está relacionada à base elevada da safra passada, que registrou recorde histórico para essa variedade.
Apesar disso, o instituto alerta que ainda existem incertezas climáticas, principalmente em relação ao volume e à regularidade das chuvas no primeiro quadrimestre do ano, fator que pode influenciar o desempenho final das lavouras.
Estimativas variam entre órgãos oficiais e consultorias privadas
Embora o IBGE projete safra recorde, a estimativa ainda está abaixo da projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A estatal estima produção de 66,2 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, o que representaria crescimento de 17,1% em relação à safra de 2025.
Já as consultorias privadas do mercado apresentam números ainda mais elevados. Na quinta-feira, a StoneX divulgou projeção indicando produção recorde de 75,3 milhões de sacas.
Mercado acompanha clima e ciclo produtivo do café
As diferenças entre as projeções refletem a incerteza típica das estimativas iniciais de safra, que ainda dependem do comportamento climático ao longo dos próximos meses.
No caso do café canéfora, por exemplo, a própria StoneX também projeta redução na comparação anual, mas estima produção próxima de 25 milhões de sacas, número superior ao indicado pelo IBGE.
Com a colheita prestes a começar, o mercado segue atento às condições climáticas nas regiões produtoras e ao desenvolvimento das lavouras, fatores que serão determinantes para confirmar o volume final da safra brasileira em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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